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Emissão de títulos em março bate recorde

Com o vencimento de muitos papeis e o maior interesse de investidores em títulos, devido à alta do juro, Tesouro registrou o volume de emissões de R$ 147 bilhões em março

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2015 | 10h15

BRASÍLIA - O coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, disse que o Tesouro Nacional registrou o maior volume de emissões de títulos públicos da história em março, com R$ 147 bilhões no total, sendo R$ 142 bilhões em ofertas públicas. Com isso, a emissão líquida de R$ 70,19 bilhões no mês passado também foi recorde.

"O Tesouro está fazendo uma recomposição da dívida em mercado. Houve uma combinação de vencimentos elevados em janeiro e março, e uma demanda expressiva por diversos grupos de investidores no mês passado", disse Garrido. "O investidores acreditam que as taxas estão em patamares atrativos neste momento", completou. 

Garrido disse que emissões de títulos pelo Tesouro Nacional em abril estão sendo menores que as de março. De acordo com o coordenador-geral, a maior parte da emissões de março foram de papéis prefixados. Apesar de vários títulos prefixados vencerem neste mês, ele explicou que parte dos investidores já recompuseram suas carteiras no mês passado.

"Era esperado que investidores antecipassem o vencimento de títulos em abril já comprando novos papéis prefixados em março", comentou. 


Vencimento de títulos. Apesar da emissão recorde, a parcela da Dívida Pública Federal (DPF) a vencer em 12 meses caiu de 25,36% em fevereiro para 23,10% em março, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida aumentou de 4,54 anos em fevereiro para 4,59 anos em março. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 12,62% ao ano em fevereiro para 13,82% ao ano em março. 

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