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Emissão em real tem retorno mais baixo da história

Quanto menor a remuneração ao investidor, maior é a confiança que o País honrará seus compromissos 

Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

17 de abril de 2012 | 19h56

A taxa de retorno para o investidor que aplicou seus recursos no título brasileiro em reais lançado nesta terça-feira pelo Tesouro Nacional e com vencimento em 2024 é a mais baixa da história para esse tipo de papel. De acordo com o Tesouro Nacional, o yield do bônus ficou em 8,60% ao ano.

Na terceira reabertura do Global 2028, também em moeda local, a taxa de retorno foi de 8,626% ao ano. Esse papel foi lançado em 19 de junho de 2007. No último lançamento de título em reais, em outubro de 2010, o yield ficou em 8,85% ao ano. O papel também tem vencimento em 2028. A primeira vez que o Brasil lançou um título em reais foi em setembro de 2005, o Global BRL 2016. Esse papel teve yield de 12,750% ao ano.

A vez em que o Tesouro Nacional, em uma operação em reais, foi obrigado a conceder um retorno mais alto ao investidor foi em setembro de 2006, quando lançou o Global 2022. Na ocasião, o yield ficou em 12,875% ao ano.

O governo confirmou ainda o volume da emissão de R$ 3 bilhões em bônus denominados em reais (BRL 2024). Segundo um comunicado do Tesouro, a taxa de retorno foi de 8,60% ao ano e o cupom de juros ficou em 8,50% ao ano. A emissão ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, liderada pelos bancos HSBC e Goldman Sachs.

O Tesouro informou que a emissão foi colocada ao preço de 99,292% do seu valor de face. A liquidação financeira do negócio ocorrerá no dia 27 de abril, sexta-feira da próxima semana, e os cupons de juros serão pagos nos dias 5 de janeiro e 5 de julho de cada ano, até o vencimento do papel em 5 de janeiro de 2024.

O Tesouro informou ainda que a operação será estendida ao mercado asiático no valor de até R$ 300 milhões nas mesmas condições ofertadas hoje. O resultado final da emissão será divulgado após a conclusão da oferta na Ásia.

Demanda robusta

Um técnico do Tesouro avaliou que a operação foi considerada boa pelo governo e que a demanda pelos papéis foi bem robusta. O volume de recompra dos títulos 2016 e 2022, que o Tesouro fará na quarta-feira, ainda não foi definido. Em quantia atualizada em fevereiro, o estoque do papel com vencimento em 2016 era de R$ 3,440 bilhões, e o de 2022, de R$ 3,060 bilhões.

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