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Emissões emergentes caem 4,9% em dez meses de 2006

As emissões externas dos mercados emergentes nos dez primeiros meses deste ano totalizaram US$ 68,3 bilhões, o que representa uma queda de 4,87% em relação ao volume de US$ 71,8 bilhões do mesmo período do ano passado, segundo relatório do banco de investimentos Merrill Lynch, elaborado pelas analistas Elena Tulloch e Jane Brauer. No período, os bônus lançados por empresas dominaram, somando US$ 38,3 bilhões, ante US$ 30 bilhões em emissões soberanas.Em outubro, as emissões emergentes, também em sua maior parte representadas por dívida corporativa, atingiram US$ 8,4 bilhões. "Com a superação do sell off (onda de vendas dos papéis) de maio e junho e o retorno dos spreads mais normalizados e da volatilidade reduzida, os emissores voltaram ao mercado, dando continuidade ao movimento de forte aumento das captações iniciado em julho", afirmam as analistas. Tulloch e Brauer acreditam que até o fim de 2007 serão emitidos mais US$ 7,6 bilhões em papéis soberanos, o que deixará as emissões emergentes em 2006 em US$ 37,6 bilhões, abaixo, portanto, dos US$ 44,3 bilhões e dos US$ 47,7 bilhões captados, respectivamente, em 2004 e 2005. Entre as mais recentes emissões soberanas destacam-se as do Uruguai, de aproximadamente US$ 2,2 bilhões, numa operação de troca para estender o perfil da dívida, e da Turquia, de cerca de US$ 1,25 bilhão em papéis com vencimento em 2025 e de US$ 626 milhões, numa reabertura dos bônus com vencimento em 2017. As analistas esperam que a maioria dos lançamentos no restante do ano seja representada por bônus corporativos, emissões nos mercados locais e captações soberanas de menor porte, com exceção de uma da Turquia, que deve vir a mercado com estimados US$ 2,1 bilhões. Além disso, Argentina e Venezuela anunciaram que vão fazer uma emissão conjunta de US$ 1 bilhão para meados de novembro. O relatório também destaca que o serviço da dívida soberana nos próximos três meses é estimado em US$ 11,7 bilhões. Turquia, Brasil e México serão os principais responsáveis por estes pagamentos. Em novembro, os principais vencimentos são dos bônus em euros e dólares no valor de US$ 1,8 bilhão de Turquia, de US$ 900 milhões em bônus em euros do Brasil e de US$ 250 milhões em bônus em dólares das Filipinas.

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