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Empregado da Volvo terá PLR de R$ 30 mil

Valor é o maior já pago no País em participação nos resultados; salário terá aumento real de 3,5%

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2013 | 02h10

Funcionários da fabricante de caminhões e ônibus Volvo, de Curitiba (PR), vão receber este ano R$ 30 mil entre Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e abono, montante 20% superior ao de 2012. É o maior valor pago até agora no País a título de PLR. Os 4 mil trabalhadores também terão aumento real de salários (acima da inflação) de 3,5%.

Mesmo após fecharem acordo com esses porcentuais, os operários pararam a produção entre sexta e terça-feira, por desavenças em relação ao número de sábados extras a serem trabalhados no ano e atuação dos terceirizados. Os dois temas foram acertados ontem com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, e a produção foi retomada. Ao todo, deixaram de ser fabricados 300 veículos, segundo a montadora.

A média dos salários para o pessoal da linha de produção da sueca Volvo é de R$ 2.454 e o piso, de R$ 1.848. Neste ano, a empresa contratou 380 pessoas. A PLR de R$ 30 mil será paga se 100% das metas determinadas para cada setor forem atingidas. No ano passado, quando a PLR era de R$ 25 mil, a média paga foi de R$ 23 mil.

Nos últimos anos, a Volvo tem pago os maiores valores em PLR na categoria metalúrgica, balizando as reivindicações do pessoal das outras duas fabricantes de veículos do Estado, Renault e Volkswagen. Neste ano não haverá negociações, pois as duas companhias anteciparam acordos para 2013.

A Renault assinou acordo em 2011 estabelecendo aumento real de 3,5% para os cerca de 6 mil funcionários e PLR e abono de R$ 26 mil, segundo Sérgio Butka, presidente do sindicato. Na Volks, o acerto prevê 3% de aumento e PLR de R$ 16 mil para os 4 mil trabalhadores da unidade de São José dos Pinhais.

"Os valores negociados na Volvo são maiores porque a empresa apresenta bom desempenho", diz o sindicalista. No primeiro quadrimestre, a marca vendeu 5.947 caminhões, 26,9% a mais ante igual período de 2012. Já as vendas de ônibus caíram 18,9%, para 490 unidades, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Tratores. Na Case New Holland (CNH), fabricante de máquinas agrícolas do Grupo Fiat com 2 mil funcionários em Curitiba, houve paralisação por duas horas na terça-feira. Segundo Butka, os metalúrgicos pedem R$ 16 mil de PLR e reajuste de 3,5%. "Teremos assembleia amanhã (hoje) para definir novas negociações e, se não tiver acordo, há possibilidade de greve".

Categorias com data-base no primeiro trimestre conseguiram, em média, 1,4% de aumento real, abaixo da média de 1,96% obtida em todo o ano de 2012, segundo dados preliminares do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O porcentual de categorias que conquistaram reajustes acima da inflação caiu para 87% no período, ante 94,6% em 2012. Para analistas, a inflação alta reduziu os ganhos dos trabalhadores.

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