Empregados da Eletrobrás dizem que negociações não avançaram

Oito propostas foram feitas aos trabalhadores, que não aceitaram e continuam em greve

Laís Alegretti, da Agência Estado,

17 de julho de 2013 | 18h41

BRASÍLIA - Representantes de trabalhadores da Eletrobrás afirmaram nesta quarta-feira, após sair de reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que não houve avanço nas negociações com o governo em torno da pauta de reivindicações da categoria. Segundo Eduardo Annunciato, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores de Energia, Água e Meio Ambiente (Fenatema), a orientação é para que os trabalhadores que estão em greve permaneçam e para que quem ainda não aderiu ao movimento, faça paralisação.

Segundo ele, hoje um número essencial de funcionários está trabalhando de forma que não faltará energia no País. "Mas o sistema está exposto às intempéries da natureza. Se acontecer algum problema, demora mais para recuperar", afirmou. Annunciato informou ainda que as entidades dos trabalhadores vão entrar com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra as medidas provisórias 577 e 579, que tratam da redução da tarifa de energia.

O diretor de Administração da Eletrobrás, Miguel Colasuonno, que participou da reunião no ministério de Minas e Energia, disse que foram feitas oito propostas aos trabalhadores, mas nenhuma foi aceita. Sobre a ameaça da Adin, ele afirmou apenas que não está na alçada da empresa. Ele disse ainda que a empresa está com novas incumbências devido ao corte no preço de energia. "Então, estamos fazendo enxugamento com muita calma e racionalidade", afirmou após sair da reunião. Os trabalhadores do Grupo Eletrobrás entraram em greve na segunda-feira, 15. O objetivo do movimento é pressionar a administração da Eletrobrás a melhorar os termos da proposta para o acordo coletivo de 2013.

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