Empregados da Nestlé em SP pedem estabilidade

A transferência da fábrica de biscoitos da marca São Luiz, da Nestlé, instalada no bairro do Belenzinho, em São Paulo, para Marília, no interior do Estado, anunciada na última sexta-feira, mobilizou os funcionários. Eles decidiram hoje, em assembléia, pedir estabilidade de emprego de dois anos para aqueles que aceitarem a proposta de se mudar para Marília.Caso contrário, o Sindicato dos Empregados em Empresas de Industrialização Alimentícia de São Paulo e Região (Sindeeia) exige, entre outros pontos, indenização com dois salários para cada ano de trabalho; concessão de vale-alimentação de R$ 250/mês por empregado, durante 12 meses; manutenção do convênio médico e odontológico por dois anos.O tesoureiro do Sindeeia, Carlos Vicente de Oliveira, receoso de que as demissões ocorram em outras unidades, decidiu chamar para assembléia, nesta terça-feira, às 5 horas, os trabalhadores da Tostines no bairro do Pari (região central de São Paulo). Segundo ele, o objetivo é o mesmo: definir uma pauta de reivindicações para que os trabalhadores não sejam pegos de surpresa.A produção de biscoitos com a marca São Luiz, no Belenzinho, será transferida até o mês de abril para Marília. A fábrica emprega cerca de 900 funcionários. No último dia 23, a Nestlé informou que vai oferecer aos trabalhadores que aceitarem a proposta de trabalhar no interior um pacote de benefícios, orientação e apoio, por meio de empresas especializadas, que visam facilitar a transferência.Na manhã do último dia 23, a Nestlé suspendeu as atividades na fábrica do Belenzinho e, de acordo com Oliveira, "o gerente da empresa já anunciou que a partir do dia 1º cerca de 200 empregados entrarão em férias coletivas".

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