Emprego cresce em julho

O mercado de trabalho gerou, em julho, 105.842 novas vagas com carteira assinada, elevando para 695.954 o saldo de postos de trabalho abertos desde o início desde ano. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. A quantidade de empregos gerada de janeiro a julho é a maior já registrada desde que começou a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 92. No mesmo período do ano passado, o saldo líquido do emprego formal era de apenas 25.338. Embora menor do que o número de empregos gerados em junho, que atingiu 142.884, o resultado de julho é expressivamente superior ao número de empregos gerados em julho de 1999, que foi de 8.057. A variação do emprego é também positiva nos últimos 12 meses terminados em julho.Mesmo descontando novembro e dezembro de 1999, quando o número de vagas fechadas superou o de vagas abertas, o saldo do emprego é positivo em 474.615 novos postos de trabalho no período de 12 meses. Os dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho são baseados nas informações prestadas pelas próprias empresas em todo o País. Por lei elas são obrigadas a comunicar, mensalmente, as contratações e demissões que realizaram.Para os técnicos do Ministério do Trabalho a atual oferta de trabalho formal não tem antecedentes na série histórica do Caged. O incremento de postos de trabalho de janeiro a julho é mais que o dobro do porcentual mais elevado registrado anteriormente. Os técnicos atribuem esse resultado ao contexto econômico favorável, aliado ao excelente desempenho da agricultura e à reversão dos choques negativos, que vinham atingindo a construção civil e as instituições financeiras.Setor de serviços foi o que mais cresceu em julhoEm julho, o setor que mais cresceu em termos de geração de emprego foi o de serviços, responsável pela criação de 34.247 novos postos de trabalho. A seguir veio a agricultura, com 25.685 postos de trabalho; a indústria de transformação com 21.504 vagas e o comércio com 16.396 novos empregos. Na construção civil e na administração pública, os saldos também foram positivos em 6.760 novos postos de trabalho e 1.741 novos empregos.O único setor produtivo que registrou queda no número de emprego foi o de serviços industriais de utilidade pública. Este segmento, de acordo com os técnicos, está sofrendo forte ajuste estrutural e seu desempenho não está vinculado ao do resto da economia. Em julho foram perdidos 1.631 empregos nesses dois setores.

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