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Emprego da indústria tem melhor desempenho desde 2004

A indústria paulista teve em abril o melhor desempenho de criação de vagas desde maio de 2004, quando o crescimento foi de 1,68%. A afirmação, feita nesta quinta-feira pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), mostrou que o crescimento ficou em 1,48%, tomando como base março. Foram assinadas 30,980 mil carteiras de trabalho. O crescimento também é superior ao que havia sido apresentado em abril do ano passado. Na época, o nível de emprego havia crescido 1,23% sobre maio, com a geração de 25,430 mil postos de trabalho. Com o resultado, no primeiro quadrimestre deste ano já foram criados 46,321 mil empregos no Estado, uma variação de 2,22% sobre o nível fechado de 2005.Fiesp aponta mesmo cenárioA apuração da Federação das Indústrias (Fiesp) mostra cenário semelhante. O nível de emprego na indústria paulista cresceu 1,92% em abril ante março, o que significa a criação de 40 mil novas vagas. Nos quatro primeiros meses do ano, a variação foi positiva em 2,88%, sobre o total fechado de 2005. Até abril, foram criados 59,5 mil novas vagas no Estado.A atual série histórica do indicador teve Inicio em fevereiro deste ano, por isso não há comparação com o mesmo período do ano passado.Setor de açúcar e álcool puxa contratações O principal responsável pelo desempenho do emprego industrial paulista é, disparado, o setor de açúcar e álcool, puxado não apenas pelo combustível, mas também pelo uso do açúcar pela indústria alimentícia. "Não temos dúvidas de que o emprego cresce em ritmo expressivo, com alguns setores mais intensos, e outros mais fracos", ressaltou Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia do Ciesp.De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, Paulo Francini, da alta de 1,92% registrada no índice da entidade, 1 ponto porcentual está relacionado ao setor de açúcar e álcool. "O setor está bombando", ressaltou o empresário. Francini acredita que o nível de emprego industrial paulista continuará em alta em maio e nos próximos meses.Sazonalidade Tabacof fez uma ressalva. Segundo ele, a criação de empregos nas usinas de açúcar e álcool é sazonal, e parte dessas vagas é temporária, o que significa que até o fim do ano o setor pode demitir pelo menos uma pequena parcela das contratações.Segundo Tabacof, o mercado interno é claramente o elemento dinâmico para a indústria, por três fatores: expansão dos salários na indústria; redução de preços, com continuado aumento da oferta de crédito; e manutenção da expectativa positiva em relação ao cenário econômicos nos próximos meses.DestaquesDe acordo com a pesquisa do Ciesp, a região de Araçatuba registrou o maior percentual de criação de empregos em abril (12,03%), com alta de 44% na indústria de alimentos, e 22% nas destilarias de álcool. Em termos de peso no índice, o pior desempenho foi registrado em São Bernardo do Campo (-1,48%), cujos empregos foram fortemente afetados pelo setor de máquinas e equipamentos (queda de 20% ante março). Vale destacar que essa redução deveu-se à transferência de uma empresa para outra cidade dentro do Estado.Grupos Já pela pesquisa da Fiesp, que analisa o comportamento do emprego por sindicatos, a maior variação foi registrada por mármores e granitos (2,72% ante março). O setor de doces e conservas alimentícias, com peso expressivo no indicador, cresceu 1,81% na mesma base de comparação. Bebidas, outro segmento importante, registrou expansão de 1,53%. Na ponta negativa, calçados de Franca caiu 2,34%, depois de ter registrado incremento em março ante fevereiro.Este texto foi alterado às 16h52, com inclusão de informações.

Agencia Estado,

11 de maio de 2006 | 11h25

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