Emprego e renda crescem na indústria

O ano de 2005 começou com aumento do emprego e da renda na indústria brasileira. Segundo o IBGE, em janeiro, o emprego cresceu 0,4% em relação a dezembro de 2004, após dois meses consecutivos de variações negativas. Já a renda subiu 6,2% na mesma comparação. Em relação a janeiro de 2004, o aumento de 3,2% no emprego mantém uma seqüência de 11 taxas positivas sobre igual mês de ano anterior. No acumulado dos últimos doze meses a alta é de 2,2%.Apesar dos aumentos, o indicador apresentou pequena variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em janeiro na comparação com o trimestre terminado em dezembro. De acordo com o IBGE, o dado "sinaliza estabilidade" no emprego da indústria.Treze dos dezoito setores pesquisados registraram contratação de pessoal, com destaque para alimentos e bebidas (5,9%), transporte (13,3%) e máquinas e equipamentos (9,4%). As demissões se concentraram em calçados e couro (-5,7%) e vestuário (-3,5%).A melhora nos resultados foi influenciada, mais uma vez, pelo desempenho das indústrias de São Paulo (2,6%) e Minas Gerais (5,3%). Em São Paulo, houve crescimento do emprego em onze segmentos. Os únicos estados onde ocorreram demissões foram o Rio Grande do Sul (1,2%) e Rio de Janeiro (1%).RendaA renda real do pessoal ocupado na indústria registrou, em janeiro, aumento de 6,2% sobre dezembro de 2004. De acordo com o IBGE, "este comportamento pode ser explicado pela associação do pagamento de benefícios relativo a férias, com o efeito positivo da inflação". Nas demais comparações, a renda prossegue apresentando crescimento: 5% em comparação com janeiro do ano passado e 8,8% no acumulado nos últimos doze meses.Segundo o IBGE, a melhora nos rendimentos é confirmada na comparação trimestral, com avanço de 1,7% no trimestre encerrado em janeiro sobre o terminado em dezembro, interrompendo a trajetória de desaceleração iniciada em outubro. O indicador de renda é o mais elevado para os meses de janeiro desde o início da série da pesquisa em 2001.

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