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Emprego em SP deve crescer 5% este ano, prevê Fiesp

A indústria paulista criou 14 mil vagas em janeiro, um aumento de 0,66% sobre dezembro de 2007

Paula Puliti, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2008 | 16h20

O diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, disse nesta terça-feira, 12, que a expectativa para o emprego industrial paulista para 2008 é positiva e tem tudo para repetir 2007, quando foram criados 104 mil postos de trabalho. "Ainda não há qualquer indício que nos faça perder a visão positiva", afirmou o empresário ao apresentar os números do emprego industrial paulista em janeiro passado. A Fiesp trabalha para este ano, inicialmente, com uma estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4,5% e 5%, do PIB industrial entre 5% e 5,5% (em 2007 a o crescimento foi de 6% sobre 2006) e um nível de emprego semelhante a 2007 (alta de 5,01% na indústria paulista, ou 104 mil vagas). SetoresO primeiro indicador sobre o comportamento da indústria em 2008 revela que a tendência de alta da atividade continua, de forma "suave", segundo Francini. Do lado positivo, o resultado foi influenciado pelo setor de açúcar e álcool, que voltou a gerar vagas. Já a indústria de confecções, que tem forte peso no indicador, cortou vagas em janeiro e limitou a influência positiva das usinas de açúcar e álcool.A indústria paulista criou 14 mil vagas em janeiro, um aumento de 0,66% sobre dezembro de 2007. O avanço foi inferior ao registrado em janeiro do ano passado, quando o saldo de postos de trabalho foi positivo em 20 mil (0,98% sem ajuste). Na variação com ajuste sazonal, houve queda de 0,58%. De qualquer forma, segundo Francini, embora não seja muito expressivo, o dado pode ser considerado positivo, pois não altera a curva de alta do emprego industrial paulista, que vem subindo desde julho de 2007. "Até agora, não há sinais que mostrem qualquer tendência negativa, embora não se saiba o que vai acontecer por conta da crise nos Estados Unidos", completou o empresário.No mês passado, o setor de açúcar e álcool voltou a pesar a favor do emprego industrial paulista, depois das quedas mais fortes em dezembro. Das 14 mil vagas criadas no Estado, 7,818 mil, ou 56%, foram geradas pelo setor. "Começa, no início do ano, o ciclo de contratações do setor, que tem forte peso na geração de vagas", afirmou Francini. Ele reiterou, porém, que parte considerável desses empregos criados ao longo do ano inteiro se perde no fim do ano, por conta do fim do ciclo.Dos 21 setores apurados pela pesquisa mensal, 18 contrataram, um teve desempenho estável e dois demitiram. Nesse aspecto, chamam especial atenção as centenas de demissões realizadas por uma fábrica de roupas em diversas unidades no interior do Estado, na região de Botucatu e Avaré. A Fiesp não mencionou o nome da indústria, mas o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário de Botucatu disse que a empresa é a Staroup. A queda no nível de emprego no setor de vestuário e confecções em janeiro foi de 4,70% ante dezembro. O outro setor com queda (-0,37%) foi equipamentos e instrumentos médicos e hospitalares.

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