Emprego está pior nos setores que dependem do mercado interno

Os setores da indústria que mais dependem de reação do mercado interno são os que apresentam os piores resultados no emprego, disse hoje o economista da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, ao comentar a pesquisa sobre emprego na indústria referente ao mês de março.O técnico observa que foram registradas quedas no emprego industrial, em março ante março de 2003, em oito dos 18 setores pesquisados para a análise. Nessa comparação, as maiores pressões negativas, que impactaram o result ado nacional, foram observadas em Vestuário (-9,9%), seguida por Papel e Gráfica ( -7,3%), Têxtil (-5,8%) e Minerais não-Metálicos (-5,1%). "Estes setores dependem muito da reação do mercado interno, principalmente Vestuário", disse. Queda da inflação gera alta na folha O menor patamar de inflação este ano provocou o aumento na folha de pagamento real da indústria, de 11,6% em março ante março do ano passado. Segundo o economista André Macedo, as menores taxas de inflação este ano, em comparação ao que foi registrado no ano passado, têm auxiliado os índices de folha de pagamento na indústria em 2004. Como exemplo, ele citou as taxas mensais do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro do ano passado, quando o indicador atingiu 1,57%, sendo que, em fevereiro deste ano, o IPCA ficou em 0,61%. "Houve um ganho de poder de compra que o trabalhador tem graças à redução nas variações das taxas de inflação", disse, acrescentando que o ano de 2003 foi um ano muito difícil para a renda do brasileiro. "É por isso que os indicadores de 12 meses, na folha de pagamentos da indústria, continuam negativos, porque ainda carregam os resultados do ano passado. Conforme o ano de 2004 for avançando, nós teremos resultados (na folha de pagamento industrial) menos negativos e mais positivos", disse. Para comprovar sua avaliação, o técnico observou que, no índice acumulado de 12 meses, na folha de pagamento, houve queda de 3,2% em janeiro; passando para retração de 2% em fevereiro; e chegando a redução de 0,5% nos últimos 12 meses até março.

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