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Emprego fica estável em julho

Pesquisa mostra 14,6% da população trabalhadora sem ocupação, menor taxa para o mês desde 1998

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2008 | 00h00

Num período tradicionalmente de queda, o desemprego ficou estável nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pela parceria Fundação Seade/Dieese em julho. A taxa fechou em 14,6% da População Economicamente Ativa (PEA), repetindo o resultado de junho. Mesmo assim, foi a menor taxa para um mês de julho desde 1998, início da série histórica.A pesquisa também mostrou que diminuiu a renda média do trabalhador nas seis regiões (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal), depois de cinco meses de crescimento. Entre maio e junho (último dado disponível), o rendimento médio real dos ocupados caiu 0,7% e ficou em R$ 1.154, refletindo os efeitos da inflação. Mas em relação a junho de 2007 a renda subiu 3,5%.No mês passado, foram abertos 119 mil postos de trabalho nessas regiões, insuficientes para absorver as 153 mil pessoas que buscaram uma ocupação. Com isso, o número de desempregados aumentou, atingindo 2,933 milhões de pessoas, 34 mil a mais do que em maio.A massa de rendimentos, principal indicador da capacidade de consumo da população, permaneceu relativamente estável, com ligeira queda de 0,3% entre maio e junho. Em relação a junho de 2007, houve crescimento de 8,3%Na média das regiões, todos os setores pesquisados elevaram a oferta de vagas em julho. Só os serviços abriram 46 mil. Também foram criados outros 20 mil empregos na construção civil, 16 mil no comércio e 6 mil na indústria. No item outros setores, foram criados mais 30 mil postos.O desempenho do desemprego nessas seis regiões resultou de comportamentos diferenciados: redução no Distrito Federal e Belo Horizonte; relativa estabilidade em Salvador, São Paulo e Porto Alegre; e aumento da desocupação no Recife.SÃO PAULOEm São Paulo, o desemprego aumentou de 13,9% para 14,1% da PEA entre junho e julho. Isso significa que havia 1,487 milhão de pessoas desocupadas na região, 27 mil a mais que no mês anterior. O aumento das vagas, de 18 mil, foi pouco para atender as 45 mil pessoas que buscaram emprego.Construção civil e serviços domésticos lideram a criação de vagas: 65 mil. O comércio contratou mais 3 mil trabalhadores. No entanto, os serviços fecharam 44 mil vagas e a indústria, 6 mil.No período de maio a junho, os rendimentos médios reais dos ocupados na região de São Paulo reduziram-se em 2,3%, para R$ 1.205. A massa de rendimentos diminuiu 2,2%. BALANÇO 119 mil vagas foram abertas nas regiões metropolitanas de São Paulo,Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal153 mil pessoas buscaram emprego nessas áreas2,933 milhões estão sem emprego nas regiões

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