Helvio Romero/Estadão
Batista criou a Cheese Box, que vende queijos e frios Helvio Romero/Estadão

Emprego fixo vira coisa do passado

Empreendedor investe rescisão em novo negócio, que já tem 215 assinaturas

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2019 | 15h08

Com oito anos de experiência na indústria de produtos lácteos, Daniel Batista não titubeou quando perdeu o trabalho no início do ano passado. Com a fila do desemprego crescendo, preferiu apostar no sonho antigo do negócio próprio e montou em outubro o Cheesebox – loja virtual que vende queijos e frios. “Nem fui atrás de emprego fixo”, diz ele. “Investi quase toda minha rescisão nesse novo negócio, que está indo muito bem.”

No último mês, Batista decidiu incrementar a empresa e criar um programa de assinaturas, no qual o cliente opta por um plano e recebe todo mês uma cesta de produtos, como queijos, frios e geleias. Desde o lançamento, conseguiu 215 assinaturas. “Sou assinante de clubes de cerveja e vinhos e pensei: por que não fazer algo semelhante com queijos?”

Batista diz que, apesar de o retorno estar sendo bom, teve de abrir mão de algumas coisas para colocar a loja de pé. Tirou do orçamento viagens e diminuiu idas a restaurantes. “Tivemos de dar uma segurada nas contas e fazer alguns sacrifícios”, diz. “Afinal, meu rendimento ainda é menor se comparado ao da empresa.”

Segundo ele, ainda não foi possível obter o retorno de todo investimento feito. Mas Batista calcula que em mais oito meses terá pago todo o negócio. Sem funcionários, toda a parte operacional e comercial é por conta dele. Mas ele tem a ajuda da mulher, Vivian, para bombar os produtos nas redes sociais. “Por ora, não quero saber de emprego fixo.” 

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