Emprego industrial cai 0,2% em março

O emprego industrial registrou queda de 0,2% em março ante fevereiro, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário referente a março. De acordo com a mesma pesquisa, o instituto informou que, na comparação com março do ano passado, o emprego industrial aumentou 2,2% em março desse ano, sendo esse o décimo terceiro resultado positivo consecutivo neste indicador. O IBGE informou ainda que o emprego industrial avançou 2,7% no acumulado do primeiro trimestre do ano, ante igual período no ano passado. Entretanto, quando comparado com o quarto trimestre do ano passado, na série com ajuste sazonal, o emprego industrial tem queda de 0,1% nos primeiros três meses desse ano. Já no acumulado nos últimos doze meses até março, o emprego industrial aumentou 2,6%. Na mesma pesquisa, o IBGE informou que a folha de pagamento em março cresceu 1,4% ante fevereiro. Nos demais indicadores, o valor da folha de pagamento real da indústria permanece mostrando crescimento, segundo o IBGE, com aumentos de 4,5% em relação a março de 2004; de 3,6% no acumulado no primeiro trimestre de 2005; e de 8,0% no acumulado nos últimos doze meses. Média móvel trimestral Na avaliação do IBGE, a queda de 0,2% no emprego industrial em março ante fevereiro mantém o índice de média móvel trimestral estável (com variação zero) entre os trimestres encerrados em março e fevereiro. O índice de média móvel trimestral é considerado um dos indicadores mais adequados para medir tendências no setor industrial. Ainda de acordo com o IBGE, a alta de 2,2% em março, ante março de 2004, foi resultado de admissões em 11 dos 14 locais pesquisados; e em 11 dos dezoito segmentos analisados. Nesse tipo de comparação, em relação a março do ano passado, os principais responsáveis pela alta de 2,2% em março foram as elevações no emprego industrial em São Paulo (2,2%), Minas Gerais (4,9%) e região Norte e Centro-Oeste (6,0%). No caso de São Paulo, as elevações no emprego industrial nos segmentos de alimentos e bebidas (13,3%) e de meios de transporte (14,0%) foram os destaques. Já na indústria mineira, os destaques foram as elevações em emprego industrial nos segmentos de produtos de metal (28,6%) e meios de transporte (11,6%). Na região Norte e Centro-Oeste, a taxa significativa foi determinada pelo bom desempenho do setor de alimentos e bebidas (13,6%), beneficiado pelo dinamismo da agroindústria. Já o maior impacto negativo veio do Rio Grande do Sul (-4,4%), em conseqüência, principalmente, da queda expressiva em calçados e artigos de couros (-18,3%). Na análise por setores, as principais contribuições positivas na elevação do emprego industrial, ante março do ano passado, vieram dos aumentos, no emprego industrial, nos segmentos de indústrias de alimentos e bebidas (5,6%), meios de transporte (13,3%) e máquinas e equipamentos (3,8%). Já as quedas no emprego industrial, nos segmentos de calçados e artigos de couro (-9,0%) e de vestuário (-2,4%) representaram os impactos negativos mais relevantes, em março ante março do ano passado, na análise setorial feita pelo IBGE.

Agencia Estado,

16 Maio 2005 | 09h54

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