Emprego industrial cai 1% no primeiro trimestre

Apesar dos resultados da produção industrial assinalarem uma tendência de alta no início de 2006, os dados da geração de empregos no setor, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que nos três primeiros meses deste ano o total de pessoal empregado teve recuo de 1%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Tomando como base o trimestre imediatamente anterior, a queda foi de 0,4%. Apesar dos indícios de queda, o indicador acumulado nos últimos 12 meses ficou positivo em 0,2%.Segundo o IBGE, a perda de dinamismo observada na passagem do quarto trimestre de 2005 - quando a queda foi de 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado - para o primeiro deste ano atingiu 11 dos 14 locais pesquisados. O Estado onde o recuo foi mais sentido foi Pernambuco, que, na mesma base de comparação, a queda passou de 0,3% para retração de 1,9%. Por atividade, dez tiveram diminuição no pessoal empregado. O destaque ficou para o setor de Máquinas e equipamentos, que passou de recuo de 4,5% nos trabalhadores para queda de 8,4%. O grupo de Produtos de metal também teve desaquecimento.No último trimestre de 2005 havia tido um aumento de 4% no total de funcionários, ao passo que, nos três primeiros meses de 2006, contratou 0,4% a mais.Primeiro trimestre x primeiro trimestreNa comparação com o mesmo período do ano passado, nove locais e 11 ramos reduziram o contingente de trabalhadores. Em nível nacional, as principais contribuições negativas vieram de calçados e artigos de couro, com queda de 14%; e máquinas e equipamentos, com -8,4%. Regionalmente, Rio Grande do Sul, com queda de 9,2%; e região Nordeste, com diminuição de 3,1%; exerceram as principais pressões negativas. Por outro lado, a região Norte e Centro-Oeste, com expansão de 8,1%; e Minas Gerais, com aumento de 2,4% no total de empregados, figuraram como as principais influências positivas no resultado anual entre os locais. Alimentos e bebidas, por sua vez, com expansão de 8,3% no total de pessoal ocupado, teve o melhor resultado no que diz respeito a setores. Março O resultado de março não foi diferente do anunciado pelas comparações do trimestre. Segundo o IBGE, a queda foi de 0,9%, tomando como base o mesmo período do ano passado. A queda foi um resultado de demissões em nova dos 14 locais e 10 dos 18 segmentos pesquisados. Os principais impactos negativos ficaram a cargo de Rio Grande do Sul, com queda de 9%; região Nordeste, com retração de 3%; e Paraná, com diminuição de 3,4% no total de empregados. Em contraste, a região que compreende o Norte e o Centro-Oeste, com 7,6%; e o Estado de Minas Gerais, com avanço de 3,1%; representaram os principais impactos positivos, beneficiados, sobretudo, pelo grupo de Alimentos e bebidas, com alta de 17,3% e 16,9%, respectivamente. Em termos setoriais, no total do país, as principais contribuições negativas vieram das indústrias de Calçados e artigos de couro, com queda de 12,9%; Máquinas e equipamentos, com retração de 8,2%; e madeira, com -13,9%. Horas pagas O indicador de horas pagas acumulado no primeiro trimestre, em relação a igual período do ano passado, recuou 0,4%. Houve queda em 10 dos 18 setores industriais e em nove dos 14 locais pesquisados. Regionalmente, a maior influência negativa veio do Rio Grande do Sul, com queda de 8,3%; Paraná, com -5,7%; região Nordeste, com -3,5%; e Santa Catarina, com -4,4%. Analisando apenas março, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, na série com ajuste sazonal, teve diminuição de 1,8%, em relação a fevereiro, após crescer 1,9% no mês anterior. Folha de pagamento Ainda, segundo o IBGE, apesar de pagar melhor seus funcionários no primeiro trimestre deste ano, tomando como base o mesmo período do ano anterior, a trajetória de alta na folha de pagamento diminui desde o terceiro trimestre do ano passado, quando a alta foi de 3,8%. No último período de 2005 a alta havia sido de 1,55, ao passo que, de janeiro a março deste ano, o incremento foi de 0,5%. Em março, além da diminuição no total de empregados, a indústria também reduziu sua folha de pagamento em 2%, após avançar 7,9% nos dois meses anteriores, já descontadas as influências sazonais. Em relação ao mesmo período do ano passado, a folha de pagamento real recuou 0,8%.Este texto foi atualizado às 13h18.

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