Emprego industrial cai 5,6% em abril, a maior queda desde 2001

É a sétima queda seguida no índice na comparação anual; em relação a março, recuo foi de 0,7%, segundo IBGE

Agência Estado,

08 de junho de 2009 | 09h11

O nível de emprego na indústria medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu 5,6% em abril na comparação com o mesmo mês de 2008. É a maior queda desde o início da série histórica, em 2001. Em relação a março, o índice recuou 0,7%, na série com ajuste sazonal, o representa a sétima queda consecutiva do indicador. No ano, o emprego industrial acumula queda de 4,4%.

 

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A queda de 5,6% no emprego industrial em abril ante igual mês do ano passado e a sequência de resultados negativos na série com ajuste sazonal (ante mês anterior) levaram a indústria a registrar, em abril, o pior mês para o mercado de trabalho em oito anos, segundo observou o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Segundo ele, a recuperação lenta e gradual da produção e da confiança dos empresários ainda é insuficiente para uma reação mais forte no emprego do setor.

 

"O que se observa historicamente é que é preciso um aumento muito consistente na produção e na confiança dos empresários para uma reação mais forte no emprego", afirmou. Macedo explicou ainda que os setores que vem puxando a recuperação industrial na margem, como a indústria automobilística, fizeram ajustes muito fortes no emprego e não estão entre os mais empregadores da indústria.

 

A redução do emprego em abril, na comparação com 2008, refletiu recuos nas 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. São Paulo registrou queda de 4,2% na ocupação, exercendo o principal impacto na formação da média global, seguido por Minas Gerais (-7,2%) e Região Norte e Centro-Oeste (-8,8%).

 

Ainda segundo os dados, 16 dos 18 segmentos pesquisados reduziram o pessoal ocupado em abril ante igual mês de 2008. As principais influências negativas vieram de vestuário (-9,7%), meios de transporte (-9,4%), produtos de metal (-10,2%) e máquinas e equipamentos (-8,5%), enquanto, em sentido contrário, os impactos positivos foram os de papel e gráfica (12,0%) e minerais não metálicos (0,8%).

 

Renda

 

A folha de pagamento real da indústria registrou queda de 0,2% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril do ano passado, a folha registrou queda de 1,8%. No ano, a folha acumula queda de 0,5%, mas ainda mantém a trajetória positiva em 12 meses (3,7%).

 

Já o número de horas pagas na indústria caiu 0,4% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Ante abril do ano passado, as horas pagas registraram queda de 6,2%, o maior recuo já apurado, nessa comparação, na série histórica da pesquisa iniciada em 2001. No ano, as horas pagas acumulam queda de 5,3% e, em 12 meses, registram recuo de 0,8%.

 

Texto atualizado às 12h16

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