Emprego industrial recua 1,2% em 12 meses

Em relação a janeiro de 2013, houve queda de 2%, o vigésimo oitavo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde dezembro de 2009, informou o IBGE

Economia & Negócios e Idiana Tomazelli, da Agência Estado,

18 de março de 2014 | 09h00

Em janeiro de 2014, o emprego na indústria ficou estável, repetindo o patamar do mês imediatamente anterior, informou nesta manhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando comparado a períodos mais longos, porém, a taxa é negativa. Houve queda de 2% em relação a janeiro de 2013, o vigésimo oitavo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%).

Em 12 meses, a queda é de 1,2%, uma perda ligeiramente mais elevada que as observadas nos meses de novembro e dezembro (ambas com -1,1%).

Horas pagas. O número de horas pagas pela indústria, descontadas as influências sazonais, subiu 0,1% em janeiro de 2014 ante dezembro de 2013. Em comparação com janeiro do ano passado, recuou 2,1%. Em 12 meses, o indicador relativo ao número de horas pagas pela indústria acumula queda de 1,3%.

Comparando o resultado de janeiro com igual mês de 2013, o IBGE revelou que as taxas foram negativas em 11 dos 14 locais pesquisados e em 14 dos 18 ramos pesquisados.

Em termos setoriais, as principais influências negativas partiram do setor de produtos de metal (-6,3% ante janeiro de 2013) e de máquinas e equipamentos (-5,3% na mesma comparação). Em contrapartida, a principal influência positiva partiu do setor de alimentos e bebidas, com alta de 0,8% na mesma base de comparação.

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 0,5% em janeiro. Em 12 meses, a taxa acumulada é de -1,3%. Em comparação a janeiro de 2013, a folha de pagamento na indústria avançou 3,7%. Nesse tipo de comparação, foram registradas altas em nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo, que registrou a maior contribuição positiva, com avanço de 4,4%.

Ainda na comparação contra igual mês do ano passado, o IBGE destacou que o valor da folha de pagamento real da indústria subiu em 15 dos 18 setores investigados, com destaque para meios de transporte (10,1%).

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