finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Emprego industrial reduz fatia

Participação cai de 17,7% para 16,9% em 4 anos

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2028 | 00h00

A participação da indústria no total de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País apresentou recuo entre 2003 e 2007. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho de 2003 a fatia do setor industrial nas seis regiões era de 17,7%, e em junho de 2007 havia caído para 16,9%. Em São Paulo, a região metropolitana mais industrializada do País, a participação da indústria na ocupação caiu de 21% para 20,1% entre 2003 e 2007. O fenômeno se repetiu, em menor intensidade, nas demais regiões pesquisadas. Por outro lado, o setor de serviços às empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira elevou a fatia de 13,5% para 15,1%. Houve expansão em todas as regiões e, em São Paulo, subiu de 14,4% para 16,4%. Outra atividade em crescimento no total de ocupados nas seis regiões foi o de serviços domésticos, de 7,9% para 8,5%. Também neste caso, a região metropolitana de São Paulo, que concentra 40% dos trabalhadores nas seis regiões, mostrou o mesmo movimento: no período, essa atividade na região aumentou a participação de 7,5% para 8,1%. O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgard Pereira, disse que a queda da participação da indústria na ocupação nos grandes centros tem a ver com dois fatores principais: crescimento da indústria em nível inferior ao de outros setores, sobretudo o de serviços, e aumento de utilização de componentes importados.Segundo Pereira, com o crescimento das importações, o emprego cresce sempre em nível abaixo da produção. O fenômeno, diz ele, é resultado da adaptação das empresas industriais à valorização cambial. "Com a pressão da concorrência dos importados, algumas empresas têm buscado vantagens competitivas similares às de concorrentes estrangeiros, reduzindo custos." Essa redução ocorre na opção por componentes importados e pela decisão de cortar, ou pelo menos não contratar, trabalhadores. Pereira destacou que as dificuldades provocadas pelas importações são maiores nas indústrias intensivas em mão-de-obra, o que agrava a questão do emprego no setor. Segundo ele, "o gasto com folha (de pagamento) desses setores é maior".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.