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Emprego industrial sobe mais em cidades pequenas, aponta Ipea

Segundo o estudo, 58% dos novos empregos do setor surgiram em municípios com menos de 100 mil habitantes

Giuliana Vallone, do estadao.com.br,

28 de agosto de 2008 | 12h52

O crescimento do emprego industrial entre os anos de 2000 e 2005 foi puxado pela contratação nas cidades pequenas do País, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Baseada em dados do Ministério do Trabalho, a pesquisa mostra que 58% dos novos empregos nas manufaturas no período - 766.906 novos trabalhadores registrados - surgiram em municípios com menos de 100 mil habitantes. O estudo aponta, porém, que nessas cidades, a maiorias das pequenas e médias empresas são informais. Assim, o Ipea escolheu como objeto de estudo três cidades do interior em que a informalidade foi se reduzindo gradualmente nos últimos anos: Nova Serrana, em Minas Gerais, cuja principal atividade é a produção de calçados; Jaraguá, em Goiás, em que a formalidade veio como conseqüência do maior cumprimento da legislação tributária; e Toritama, em Pernambuco, em que a legislação ambiental ajudou no crescimento de vagas formais.  Os três fazem parte do grupo de 417 municípios, entre os 5.560 do Brasil, onde o emprego com carteira no setor de manufaturados aumentou em pelo menos mil trabalhadores entre 1995 e 2005. "Esses municípios são exemplos do dinamismo econômico encontrado em pequenas localidades no Brasil, onde se constata um crescimento, na última década, do emprego formal, do número de empresas formais, da arrecadação tributária, e do PIB, este um indicador que se elevou 'ao ritmo chinês', com taxas superiores a 6% ao ano", afirma o estudo.  Segundo o estudo, a migração parcial para a formalidade nessas cidades resultou de três fatores complementares: os casos de maior sucesso ocorreram quando os subsídios às empresas faziam parte de um programa que ajudava as firmas a se adequarem à lei; os fiscais da lei, de forma coordenada, ou não, contaram com a ajuda de instituições de fomento ao crescimento (Sebrae, secretarias estaduais etc.); por fim, as entidades de classe (sindicatos, associações empresariais etc.) locais foram importantes para ajudar as empresas a fazerem as mudanças necessárias para se adequarem à lei. PIB No total, o número de trabalhadores registrados em todos os setores trabalhistas cresceu 7 milhões entre 2000 e 2005, aumento maior que nos 15 anos anteriores ao início do período. A pesquisa aponta, porém, que o crescimento da formalidade não está associado a altos níveis de crescimento econômico, já que a média de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no período foi de 2,6% ao ano. "Os economistas da área de economia do trabalho ainda não entenderam completamente as razões desse crescimento do emprego formal", afirma o estudo. Eles levantam, porém, algumas possibilidades, entre elas a desvalorização da moeda brasileira em 1999 e o crescimento das exportações estimulado pelo crescimento econômico mundial nos últimos cinco anos.

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