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Emprego industrial tem 1º resultado positivo após 9 meses

O emprego industrial cresceu 0,3% em julho ante junho, na série livre de influências sazonais, segundo o IBGE. A taxa foi a mesma (0,3%) no confronto com julho de 2005, sendo o primeiro resultado positivo após nove taxas negativas. Os indicadores acumulados no ano e nos últimos 12 meses do emprego industrial apresentaram queda de 0,4%. Segundo o documento de divulgação nesta quinta-feira pelo IBGE, "o ligeiro acréscimo na passagem de junho para julho manteve estável a trajetória do indicador de média móvel trimestral (do emprego industrial), que apresentou variação de 0,1% entre os trimestres encerrados em julho e junho. Na avaliação de Isabella Nunes, da coordenação de indústria do IBGE, o emprego industrial mostrou em julho "estabilidade com viés positivo. Segundo ela, o emprego vem acompanhando o ritmo da produção, com "suave crescimento". "Há resultados positivos, mas com ritmo moderado", observou Isabella, para quem o emprego só crescerá com mais força quando a produção reagir com maior vigor em "setores com mais empregabilidade".Isabella exemplificou que os setores que têm puxado a produção industrial, como as commodities, não são os mais empregadores, enquanto outros segmentos intensivos em mão-de-obra, como calçados, vestuário e máquinas e equipamentos continuam apresentando fraco desempenho na atividade.Ela disse também que o crescimento do emprego em porcentuais inferiores ao da produção - que cresceu 0,6% em julho ante junho -, é justificado pelos ganhos de produtividade na indústria.Folha de pagamentoO valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 0,2% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, de acordo com o IBGE. Houve crescimento de 1,9% na folha em julho ante igual mês de 2005. Isabella explicou que a queda apurada em julho ante junho é uma "acomodação" após crescimentos anteriores mais fortes e a tendência permanece positiva, como resultado da inflação mais baixa e da recuperação dos salários. Os resultados foram positivos também no acumulado do ano (0,9%) e em 12 meses (1,7%). O indicador de média móvel trimestral "se mantém virtualmente estável", segundo o documento de divulgação do IBGE, com variação de 0,2% no trimestre encerrado em julho ante o terminado em junho.Ainda segundo o IBGE, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou queda de 1,2% em julho em relação a junho, na série livre dos efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador de média móvel trimestral recuou 0,3% entre os trimestres encerrados em julho e junho. Na comparação com igual mês do ano passado, o número de horas pagas ficou praticamente estável (0,1%) em julho. Nos outros indicadores foram registradas taxas negativas: -0,1% no acumulado no ano e -0,2%, no acumulado de 12 meses.Matéria alterada às 13h19 para acréscimo de informações

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