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Emprego industrial tem menor alta em 21 meses, aponta IBGE

Apesar de ainda registrar expansão na comparação com o mesmo mês de 2007, emprego já sofre com a crise

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

10 de dezembro de 2008 | 09h17

Apesar dos efeitos da crise financeira mundial que já surgem no País, o emprego na indústria brasileira ainda manteve alta em outubro, ante o mesmo mês de 2007, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado apurado, porém, de alta de 1,6%, foi o menor desde março do ano passado. Na comparação com setembro, o indicador registrou queda de 0,2%.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria (equivalente a massa salarial do setor) também caiu 0,2% ante setembro, na série com ajuste sazonal. A queda ocorre após um aumento de 2,7%, em setembro, ante o mês anterior.   Segundo observam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa, "a variação negativa de outubro não chegou a interromper a trajetória de crescimento (da folha), como mostra o índice de média móvel de outubro (0,7%), medido entre os trimestres encerrados em setembro e outubro, que cresce há quatro trimestres consecutivos". No confrontos com igual período do ano anterior, o resultado permanece positivo: 5,1% frente a outubro de 2007.   Já o número de horas pagas na indústria caiu 0,3% em outubro ante setembro. Na comparação com igual mês do ano passado, o número de horas pagas aumentou 1,4%, mantendo uma seqüência de 29 meses de taxas positivas mas, segundo destacam os técnicos do IBGE no documento de divulgação, foi o menor resultado desde junho de 2007 (1,0%).   Setores   O número de trabalhadores na indústria aumentou em 11 dos 18 segmentos investigados em outubro na comparação com igual mês do ano passado. Entre os setores, os maiores impactos positivos para a ocupação industrial vieram de máquinas e equipamentos (8,3%), meios de transporte (7,1%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,4%) e alimentos e bebidas (2,1%). Por outro lado, as indústrias de vestuário (-7,3%), madeira (-10,9%), calçados e artigos de couro (-5,2%) e têxtil (-5,4%) foram os ramos com as principais influências negativas.   Entre as regiões pesquisadas, as contribuições positivas mais relevantes vieram de São Paulo (1,7%), Minas Gerais (5,0%), Rio Grande do Sul (3,2%) e Rio de Janeiro (2,9%). Em sentido contrário, ainda na comparação com igual mês de 2007, os Estados de Santa Catarina (-2,5%) e Pernambuco (-1,3%) exerceram as pressões negativas mais importantes.   Já o detalhamento dos resultados da folha de pagamento real, comparativamente a outubro do ano passado, mostram que, entre os setores pesquisados, os impactos positivos mais expressivos foram dados por meios de transporte (8,9%), máquinas e equipamentos (9,8%) e minerais não-metálicos (21,1%). Em sentido inverso, as pressões negativas mais relevantes foram observadas em papel e gráfica (-5,3%) e outros produtos da indústria de transformação (-7,8%).   Em termos regionais, a principal contribuição positiva veio de São Paulo (3,9%) seguido por Minas Gerais (10,3%) e Paraná (10,5%).  No ano, o emprego industrial registra alta de 2,6% e o valor da folha acumula expansão de 6,6%.

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