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Emprego industrial teve recuo de 0,1% em junho

O emprego industrial recuou 0,1% em junho, tanto na comparação com maio, quanto em relação a junho de 2005. Houve queda ainda no acumulado do primeiro semestre (-0,5%) e em 12 meses (-0,3%), na comparação com iguais períodos do ano passado. Segundo o documento de divulgação do IBGE nesta segunda-feira, "a tendência apontada pelo indicador de média móvel trimestral é de estabilidade, com variação de 0,1% entre os trimestres encerrados em junho e maio".Na comparação com junho do ano passado - não há detalhamento para os dados com ajuste sazonal (ante mês anterior) - sete dos 14 locais e 10 dos 18 setores pesquisados registraram decréscimo no número de trabalhadores na indústria. Os principais destaques regionais de queda foram Rio Grande do Sul (-8,5%), região Nordeste (-1,6%) e Paraná (-2,2%). No caso dos setores pesquisados, os principais impactos de queda vieram de calçados e artigos de couro (-12,6%), máquinas e equipamentos (-6,4%) e vestuário (-5,5%).As principais altas regionais no emprego no período foram registradas nas regiões Norte e Centro-Oeste (ambas com 9,8%), São Paulo (1,1%) e Pernambuco (3,2%). Entre os setores, os destaques positivos foram alimentos e bebidas (7,4%); máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (5,9%); e refino de petróleo e produção de álcool (12,8%). O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, na série livre de influências sazonais, cresceu 0,2% em junho ante maio. Nos demais indicadores, na comparação com iguais períodos do ano passado, os resultados da folha também foram positivos: 1,4% em relação a junho de 2005; 0,4% no acumulado no primeiro semestre e 1,6% no acumulado nos últimos 12 meses.Mais vigor Segundo o economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE, para números mais fortes na ocupação industrial, será preciso maior vigor na reação da atividade do setor. Macedo explica que a forte ligação entre o desempenho recente da produção e os resultados do emprego fica clara nos dados setoriais. Os segmentos que apresentaram pior resultado no mercado de trabalho industrial em junho - calçados e artigos de couro, máquinas e equipamentos e vestuário - são aqueles que têm enfrentado dificuldade na produção, seja pela concorrência de produtos importados ou pela descapitalização dos produtores agrícolas. Segundo Macedo, o segmento de máquinas agrícolas é o de maior impacto em máquinas e equipamentos. Além disso, os setores que vêm apresentando os melhores resultados no emprego, como alimentos e bebidas e aparelhos eletrônicos e de comunicações, não são os mais intensivos em contratação de mão-de-obra, ao contrário de vestuário e calçados, que são intensivos em emprego. Para o economista, com os resultados de junho o mercado de trabalho industrial fecha o primeiro semestre com um "quadro negativo", já que há queda de 0,5% na ocupação ante igual período do ano passado. "Isso está diretamente relacionado com a produção", avalia. Este texto foi atualizado às 13h03.

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