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Emprego já mostra aquecimento típico do 2º semestre, diz IBGE

Instituto diz que País já passou pelo seu "ponto de inflexão", com alta queda da taxa do desemprego em julho

Adriana Chiarini e Clarice Spitz, da Agência Estado,

20 de agosto de 2009 | 11h32

O mercado de trabalho já mostra o início do processo de aquecimento típico do segundo semestre, de acordo com o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo. "Existe uma melhora significativa no mercado de trabalho, não só pelos indicadores de volume, mas também pelos indicadores de qualidade de trabalho, tanto pela alta da contratação com carteira assinada quanto pela remuneração do trabalho", afirmou.

 

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O especialista ressaltou, no entanto, que a pesquisa realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País mostra desaceleração na relação entre a população ocupada e a população em idade ativa do ano passado para cá. Enquanto em 2008 a população ocupada estava crescendo a taxas mais altas que a população em idade ativa, agora, o que se observa é uma inversão na comparação de mês, com mesmo mês do ano passado. Em julho, por exemplo, a população em idade ativa cresceu 1,4% e a população ocupada cresceu 1,1%, em comparação ao mesmo mês de 2008. Em relação a junho deste ano, porém, a população ocupada cresceu 0,9% superando a alta da população em idade ativa, que foi de 0,4%.

 

"O resultado do mês foi muito bom. Quando se observa que estamos passando por processo de crise, os indicadores são bastante favoráveis e mostram um mercado de trabalho que está aquecido", afirmou Azeredo. Ele acrescentou que o Brasil já passou pelo seu "ponto de inflexão", com grande queda da taxa do desemprego no mês passado (quando a taxa passou de 8,8% em maio para 8,1% em junho), enquanto outros países ainda não passaram por isso.

 

Ele destacou ainda que dos 142 mil postos de trabalho com carteira de trabalho assinada criados nas seis regiões abrangidas pela pesquisa mensal de emprego em julho em relação a junho, 106 mil foram em São Paulo. Por atividade, o comércio foi o setor que mais gerou postos de trabalho em julho (77 mil) entre as seis regiões.

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