Emprego na construção civil cresce abaixo do esperado em 2004

O número de empregos gerados na construção civil brasileira ficou abaixo do esperado pelo setor em 2004. Em vez dos cem mil novos postos aguardados para o ano passado, foram criadas 64,6 mi novas vagas em todo o País, sendo 12,3 mil postos a mais no Estado de São Paulo e 4.683 vagas na capital paulista. Na comparação com a média do nível de emprego de 2003, foram constatados crescimentos de 3%, 2,1% e 1,5%, respectivamente. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil paulista (SindusCon-SP), que elaborou a pesquisa em parceira com a GVconsult, com base em pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados(Caged)do Ministério do Trabalho.De acordo com o levantamento, havia 1,286 milhão de trabalhadores formais na construção brasileira no final de 2004, dos quais 352,3 mil no Estado de São Paulo. Na mesma comparação da evolução média do emprego na construção no ano passado com 2003, o crescimento no Brasil concentrou-se especialmente nas regiões Centro-Oeste (10%) e Norte (7,%), seguidas pelas regiões Sul (3,6%), Sudeste (2,9%) e Nordeste (1%).No Estado de São Paulo, mereceram destaque o aumento do nível de emprego na região do ABCD (7,73%) e na região de Sorocaba (7,19%). As áreas com redução mais expressiva do número de vagas foram as de Presidente Prudente (queda de 8,71%) e São José do Rio Preto (declínio de 2%).Segundo o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, o resultado confirma o prognóstico do sindicato antecipado no fim do ano passado. "A recuperação da construção civil em 2004 não chegou à maioria das empresas do setor, especialmente no Estado de São Paulo e particularmente na capital paulista", observou, em nota divulgada à imprensa.Levantamento por segmentosA pesquisa divulgada pelo SindusCon-SP mostrou ainda que o segmento de edificações, que responde por 63% do total de empregados formais do setor em todo o Brasil, foi o que menos cresceu na comparação de 2004 com 2003: 1,4%. Quanto ao segmento de infra-estrutura, que cresceu 3%, o SindusCon-SP salientou que esta área vem perdendo importância nos últimos anos na geração de empregos, em virtude, principalmente, da redução dos investimentos nesta subdivisão.

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