Emprego na construção fica abaixo do esperado, diz Lupi

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu hoje que o número de novos empregos formais de maio não foi tão robusto quanto o esperado por ele há um mês. "Alguns setores ainda não deram resultado esperado, como a construção civil", diagnosticou. Ele destacou a queda "muito forte" do emprego nessa área no Estado em Rondônia, por conta dos problemas no canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau. "Isso pesa", resumiu.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

20 de junho de 2011 | 17h20

Mesmo assim, ele continua a projetar crescimento desse setor nos próximos meses. O ministro também acredita numa evolução do mercado de trabalho no setor público, trazendo um quadro diferente do de 2010. Por conta das regras das eleições, enfatizou Lupi, o mercado de trabalho no âmbito federal, estadual e municipal tende a se comprimir. "Vai ser muito bom o resultado a partir de julho", previu.

Lupi comemorou hoje o resultado acumulado na geração de empregos no ano até maio, já descontadas as demissões no período, que chegou a 1.171.796 de vagas no País. "Atingimos hoje o primeiro milhão de empregos do governo Dilma Rousseff", destacou o ministro durante entrevista à imprensa.

Ele manteve a projeção de que, no ano, a criação de vagas com carteira assinada chegará a 3 milhões. "Vocês serão surpreendidos no segundo semestre", disse aos jornalistas que lembraram que o número acumulado nos cinco primeiros meses do ano em 2010 era maior (1.383.729 de vagas).

Mesmo com um número não tão robusto no mês passado, o ministro ressaltou que as contratações em maio foram a maior da história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que teve início há 25 anos. O volume de admissões chegou a 1.912.665 no mês passado, enquanto os desligamentos em maio foram de 1.660.598, o segundo maior de todos os meses da série histórica.

Lupi previu que a geração de empregos em junho será melhor do que em maio. No mês passado ele apresentou o mesmo prognóstico, que acabou não ocorrendo. O ministro, no entanto, não admite falar em desaceleração dos dados ainda que, em relação a todas as bases de comparação, o número do mês passado tenha sido menor do que os demais. "Isso não é desaceleração. Chega a ser ofensa à inteligência dizer que o País está gerando menos emprego. Desaceleração é quando a diferença é muito grande", argumentou durante a entrevista à imprensa nesta tarde.

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