Yu Fangping/EFE
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Emprego na indústria atinge o menor nível desde 2009

Queda foi de 0,7% em relação a maio, e de 5,7% na comparação com junho do ano passado; no primeiro semestre de 2015, queda é de 4,6% em relação ao mesmo período de 2014, revela CNI

Bernando Caram, O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2015 | 13h07

BRASÍLIA - O emprego na indústria registrou uma piora em junho, atingindo o menor nível desde dezembro de 2009. Ante maio, houve retração de 0,7% no nível de emprego. Em relação a junho de 2014, houve um recuo de 5,7%, informou nesta terça-feira, 4, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) no levantamento Indicadores Industriais. Entre janeiro e junho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2014, o nível de emprego teve uma queda de 4,6%.

As horas trabalhadas tiveram queda de 1,1% em junho ante maio, a quinta queda consecutiva. Na comparação com o mesmo mês de 2014, a redução foi de 5,3%. De janeiro a junho, o indicador apontou um recuo de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A massa salarial real, por sua vez, teve a primeira alta em quatro meses, subindo 0,8% em junho, na comparação com maio. De acordo com a CNI, o aumento se deve tanto ao pagamento da primeira parcela do décimo terceiro quanto aos valores pagos a título de rescisão contratual. Em relação ao mesmo mês de 2014, houve queda de 4,7%. No acumulado do ano até junho, houve um decréscimo de 4,5%. Na avaliação da entidade, o nível de atividade industrial, que já era baixo, ficou ainda menor no mês de junho.

Capacidade instalada. A indústria brasileira operou no mês de junho em ritmo acima do observado em maio, porém mas mais fraco do que em junho de 2014. O nível de utilização da capacidade instalada da indústria de transformação atingiu 80,1% em junho, pelo dado dessazonalizado, uma alta em relação a maio, quando estava em 80,0%, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em junho de 2014, a utilização do parque fabril era de 80,7%, de acordo com os dados.

Apesar da ligeira expansão do uso da capacidade instalada, o faturamento real do setor de transformação apresentou queda de 5,5% em junho ante maio. Na comparação com junho do ano passado, registrou uma queda de 5,2%. No primeiro semestre houve queda de 7% no faturamento das empresas ante o mesmo período de 2014.


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