Emprego na indústria cai 0,4% em agosto, quinta queda seguida

Número de horas pagas aos trabalhadores da indústria também recuou na passagem de julho para agosto, mas folha de pagamento cresceu

Daniela Amorim, Agência Estado

10 de outubro de 2014 | 09h33

O emprego na indústria recuou 0,4% na passagem de julho para agosto, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta taxa negativa consecutiva, fazendo o pessoal ocupado assalariado no setor acumular uma perda de 2,9% nesse período.

Na comparação com agosto de 2013, o emprego industrial apontou uma queda de 3,6%, o 35º resultado negativo nesse tipo de comparação. No acumulado do ano, os postos de trabalho na indústria recuaram 2,7%. Em 12 meses, a queda é de 2,4%.

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria também caiu: 0,8% em agosto ante julho. O resultado foi a quarta taxa negativa consecutiva, período em que as horas pagas encolheram 3,2%.

Na comparação com agosto de 2013, o número de horas pagas caiu 4,5%, a 15ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009, quando a queda foi de 5,3%. O recuo teve perfil disseminado, atingindo todos os 14 locais pesquisados, além de 15 dos 18 ramos investigados pela pesquisa.

Até agosto, as horas pagas registraram retração de 3,3% no ano e queda de 2,9% nos últimos 12 meses.

Folha de pagamento. Apesar da queda do emprego industrial e das horas pagas, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria aumentou 0,5% em agosto ante julho. O resultado recupera parte da perda de 5,1% acumulada nos dois últimos meses. Em agosto, houve taxas positivas tanto na indústria de transformação (1,0%), como no setor extrativo (0,7%).

Na comparação com agosto de 2013, a folha de pagamento real caiu 1,6%, a terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. No acumulado do ano, a folha avançou 0,4%, mas ficou estável em 12 meses (0,0%).

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