Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Emprego na indústria cai 0,4% em novembro, na oitava queda seguida

De janeiro a novembro de 2014, o número de vagas na indústria acumula retração de 3,1%, informa o IBGE

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 09h19

O total de trabalhadores ocupados na indústria recuou 0,4% em novembro ente outubro, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário, divulgada nesta quinta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a oitava taxa negativa consecutiva, período em que o emprego industrial acumulou uma perda de 4,3%.

Na comparação com novembro de 2013, o emprego na indústria diminuiu 4,7%, o 38º resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais intenso desde outubro de 2009, quando a retração foi de 5,4%.

De janeiro a novembro de 2014, o número de vagas na indústria já acumula uma queda de 3,1%. Nos 12 meses encerrados em novembro, o recuo é de 3,0%.

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 0,9% em novembro ante outubro. O resultado representa a sétima taxa negativa consecutiva, período em que as horas pagas acumularam uma perda de 4,9%.

Em relação a novembro de 2013, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria diminuiu 5,5%, a 18º taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação e a mais intensa desde setembro de 2009, quando a queda foi de 6,1%. De janeiro a novembro de 2014, as horas pagas acumulam uma retração de 3,7%, e, em 12 meses, o recuo é de 3,6%.

Folha. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria diminuiu 2,6% em novembro ante outubro. O resultado elimina parte do avanço de 1,1% registrado no mês anterior.

Em novembro, a folha de pagamento teve influência negativa tanto da indústria de transformação (-2,2%), quanto do setor extrativo (-3,7%). Na comparação com novembro de 2013, o valor da folha real de pagamento recuou 5,6%, na sexta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.

No acumulado de janeiro a novembro de 2014, a folha de pagamento real caiu 0,8%. Em 12 meses, houve recuo de 1,0%, a queda mais intensa desde abril de 2010 (-1,1%).



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