Emprego na indústria cai 0,4% em outubro e tem a 7ª queda seguida

Segundo o IBGE, em relação a outubro do ano passado o emprego industrial recuou 4,4%, o 37º resultado negativo consecutivo

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2014 | 09h00

O emprego na indústria recuou 0,4% na passagem de setembro para outubro, calculou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta foi a sétima taxa negativa consecutiva, acumulado retração de 3,9% no período.

Na comparação com outubro do ano passado, o emprego industrial apontou uma queda de 4,4%. Trata-se do 37º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%).

O emprego na indústria ainda acumula queda de 3,0% no ano e retração de 2,8% em 12 meses. 
O número de horas pagas pela indústria também caiu. O indicador teve queda de 0,8% em outubro ante setembro, descontadas as influências sazonais, o sexto resultado negativo seguido nesta comparação. Com isso, o indicador acumula queda de 3,6% no ano e retração de 3,3% em 12 meses.

Em comparação com outubro do ano passado, o indicador recuou 5,0%, a 17ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009 (-5,3%). Nesta base, segundo o IBGE, as taxas foram negativas em todos os 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo, onde a queda foi de 5,9%. Também tiveram retração no número de horas pagas Região Nordeste (-5,4%), Minas Gerais (-5,1%), Rio Grande do Sul (-5,3%), Paraná (-4,8%), e Região Norte e Centro-Oeste (-3,7%). 

Ainda na comparação contra igual mês de 2013, o órgão revelou que o número de horas pagas pela indústria caiu em 15 dos 18 ramos pesquisados. As perdas mais intensas foram registradas nos segmentos de máquinas e equipamentos (-8,8%), alimentos e bebidas (-3,0%), meios de transporte (-7,9%), produtos de metal (-9,1%), calçados e couro (-10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,5%), vestuário (-5,8%), outros produtos da indústria de transformação (-6,5%) e metalurgia básica (-6,8%). Em sentido contrário, o número de horas pagas avançou nos setores de produtos químicos (0,9%), de minerais não-metálicos (0,2%) e de fumo (5,4%).

Folha de pagamento. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria aumentou 1,1% em outubro ante setembro. No ano, porém, o índice registra queda de 0,3%. Já em 12 meses, houve recuo de 0,8%, o pior desempenho nesta base desde abril de 2010, quando o acumulado ficou negativo em 1,1%.

Em comparação a outubro de 2013, a folha de pagamento real da indústria diminuiu 2,3%, a quinta taxa negativa neste confronto. Nesta base, foram registradas quedas em 12 dos 14 locais pesquisados. A principal influência negativa veio de São Paulo, onde o valor da folha de pagamento cedeu 2,2% em termos reais.

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