Emprego na indústria cai 0,5% em fevereiro

Todas as 18 atividades pesquisadas tiveram reduções no contingente de trabalhadores e também no valor da folha de pagamento; na comparação anual, recuo no emprego foi de 4,5%

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 09h25

O emprego na indústria recuou 0,5% na passagem de janeiro para fevereiro, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 17. Com o resultado, o emprego industrial acumula queda de 4,3% no ano e recuo de 3,6% em 12 meses.

Na comparação do mês de fevereiro com fevereiro de 2014, o emprego industrial apontou queda de 4,5%. Trata-se do 41º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. 

Segundo o órgão, foram registradas reduções no contingente de trabalhadores em todos os 18 ramos avaliados no período, com destaque para meios de transporte (-8,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,2%), produtos de metal (-9,4%), outros produtos da indústria de transformação (-8,5%), máquinas e equipamentos (-4,6%), calçados e couro (-7,1%), alimentos e bebidas (-1,3%), vestuário (-3,9%), metalurgia básica (-6,0%) e papel e gráfica (-3,0%).

Já o valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria diminuiu 0,9% em fevereiro ante janeiro, já descontados os efeitos sazonais. Com o resultado, o índice acumula queda de 5,2% no ano e recuo de 2,5% em 12 meses.

Na passagem do mês, houve influência negativa do setor extrativo (-17,9%), afetado especialmente pela base mais alta devido ao pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor no mês anterior. A indústria de transformação também registrou queda no valor real da folha de pagamento (-0,4%).

Em relação a fevereiro de 2014, a folha de pagamento real registrou recuo de 6,1% em fevereiro deste ano, a nona taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde abril de 2003 (-6,8%).

As perdas nesta base foram registradas em todas as 18 atividades pesquisadas. Os principais impactos negativos vieram de meios de transporte (-10,2%), indústrias extrativas (-12,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,6%), máquinas e equipamentos (-5,8%), produtos de metal (-11,2%), metalurgia básica (-7,0%), outros produtos da indústria de transformação (-8,1%), minerais não-metálicos (-5,2%), borracha e plástico (-4,1%) e calçados e couro (-7,7%).

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