Emprego na indústria cai 0,9% em 2002 ante 2001

O emprego industrial registrou queda acumulada de 0,9% em 2002 ante 2001, segundo divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A maior pressão negativa no ano foi dada por São Paulo (-2,9%) e Rio de Janeiro. Em termos setoriais, a maior queda ocorreu em máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos e de comunicações (-11,8%), que também foi o destaque de queda da produção no ano. Apesar da redução apresentada em 2002, os economistas do IBGE observam que, na análise trimestral, nota-se uma redução no ritmo de queda do nível de emprego: -1,9% no primeiro trimestre, -1,2% no segundo, -0,8% no terceiro e um ligeiro acréscimo no último trimestre (0,2%). Houve uma "ligeira recuperação" no emprego industrial ao longo do ano, já que o nível de queda foi se reduzindo a cada trimestre. Houve queda de 1,9% no primeiro trimestre, -1,2% no segundo, -0,8% no terceiro e um ligeiro acréscimo no último trimestre (0,2%). A ocupação na indústria também registrou queda em dezembro na comparação com novembro (-0,1%), mas teve pequeno acréscimo em relação a dezembro de 2001 (0,3%). Folha de pagamento cai 2,4% A folha de pagamento da indústria caiu 2,4% em 2002 na comparação com o ano anterior, segundo o IBGE. O resultado sofreu impacto especialmente da forte redução na folha de pagamento na indústria de São Paulo (-5,5%), responsável por mais de 40% do emprego industrial no País. No Brasil, a redução na renda dos trabalhadores foi mais acentuada no ano do que no nível de emprego (-0,9%) e, segundo os economistas do IBGE, a situação "reflete o contexto de pouco dinamismo no mercado de trabalho e os efeitos da elevação nos índices de preços". Houve queda na folha também em dezembro na comparação com novembro (-4,3%), a terceira redução consecutiva nessa base de comparação e também na comparação com igual mês de 2001 (-6,1%).

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