Emprego na indústria cresce sobre fevereiro de 2002

O emprego industrial cresceu 1,1% em fevereiro ante igual mês do ano passado, segundo divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve queda, entretanto, na comparação com janeiro (-0,2%). No primeiro bimestre do ano, o emprego na indústria acumula alta de 1%. Em 12 meses até fevereiro, houve queda de 0,5%. Em comparação com janeiro, na série sem ajuste sazonal, houve diminuição do número de contratações em dez dos 18 setores industriais, com destaque para alimentos e bebidas (-1,8%) e outros produtos da indústria de transformação (-2,1%). Do lado contrário, destacam-se como principais pressões positivas as atividades de produtos de metal-exclusive máquinas e equipamentos (2,8%) e fumo (45,4%), devido ao início da safra no Sul. No confronto com fevereiro de 2002 houve, por outro lado, crescimento em dez setores, destacando-se as influências positivas foram representadas por alimentos e bebidas (3,4%), máquinas e equipamentos-exclusive eletro-eletrônicos e de comunicações (8,1%) e produtos de metal-exclusive máquinas e equipamentos (5,1%). Rendimento cai 4,6% O rendimento dos trabalhadores industriaisprosseguiu na trajetória de queda em fevereiro (-4,6%) nacomparação com igual mês do ano anterior, segundo divulgou o IBGE. O desempenho prossegue negativo também noacumulado do primeiro bimestre (-5,3%) e nos últimos 12 meses (-2,9%). Houve crescimento, entretanto, no valor real da folha de pagamento entre janeiro e fevereiro (1,2%), já descontadas as influências sazonais. Para o IBGE, esse resultado positivo na comparação com o mês anterior confirma "um movimento de melhora" no emprego industrial, diagnosticado também no indicador de médias móveis trimestrais, considerado o principal sinal de tendência. Segundo o IBGE, o valor real da folha de pagamento no trimestre encerrado em fevereiro esteve ligeiramente acima do finalizado em janeiro.

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