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Emprego na indústria de SP cai e expectativa tem piora recorde

Indústria dispensou 34 mil trabalhadores em novembro; sensor Fiesp tem pior pontuação desde início da série

Anne Warth, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2008 | 11h41

O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,19%, em novembro, ante outubro, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 16, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A indústria dispensou 34 mil trabalhadores no mês passado, ante uma redução de 10 mil vagas em outubro. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Na comparação com novembro de 2007, o emprego teve alta de 2,16%, com a criação de 47 mil novas vagas. De janeiro a novembro, o indicador acumula expansão de 5,66%, o que significou a criação de 123 mil postos de trabalho.  Dos 21 setores que compõem o levantamento da indústria, 14 demitiram, 5 contrataram e 2 mantiveram seus quadros estáveis. O setor que mais demitiu foi o de calçados e couro, seguido por borracha e plástico e produtos de metal. Máquinas de escritório e equipamentos de informática; produtos químicos; indústria do álcool; papel e celulose e o segmento nomeado "outros equipamentos de transporte" contrataram no mês passado.  Expectativas As expectativas dos empresários paulistas nunca estiveram tão deterioradas como na primeira quinzena de dezembro. O sensor Fiesp ficou em 34,2 pontos nos primeiros quinze dias deste mês, o pior resultado da série histórica da pesquisa iniciada em junho de 2006. Foi também a primeira vez que o sensor ficou abaixo dos 40 pontos - o indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo que números acima de 50 indicam otimismo e notas abaixo desse patamar demonstram expectativas negativas.  Todos os itens que compõem o sensor apresentaram reduções. O nível relacionado às expectativas em relação ao mercado em que as empresas atuam ficou em 33 pontos. Em relação às expectativas para os estoques, o nível estava em 34,5 pontos. Investimentos ficaram com 32,6 pontos. O melhor resultado entre os itens ficou com o emprego, com 41,4, e o pior, com vendas, com 29,6 pontos. A Fiesp perguntou também aos empresários como avaliavam o acesso ao crédito no período. Para 64%, ele ficou mais difícil; para 9%, muito mais difícil e para 27%, igual. O custo do crédito subiu para 82% dos consultados; para 14%, ficou muito mais caro e para 5% permaneceu igual.  Na primeira quinzena de novembro, 50% responderam que o acesso ao crédito estava mais difícil, enquanto para 56%, o custo esta mais elevado.

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