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Emprego na indústria fica estável

IBGE apura queda de 0,2% e ainda não vê reversão de tendência; economista discorda e vê processo de recuo

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2008 | 00h00

O mercado de trabalho industrial iniciou o segundo trimestre com queda no número de pessoas ocupadas (0,2%) e na folha de pagamento real (1,3%) dos trabalhadores, em abril em relação a março. Apesar dos recuos, o economista André Macedo, da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disse que os dados apontam "mais para estabilidade do que para reversão de tendência". Porém, para o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e ex-secretário de política econômica, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, o quadro é de desaceleração. Segundo ele, há um novo processo de modernização de alguns segmentos, que resulta em redução da mão-de-obra em algumas empresas. Além disso, como observou o economista, segmentos intensivos em emprego, como calçados e vestuário, prosseguem reduzindo o número de funcionários. Para Macedo, a queda no emprego em relação a março "precisa ser relativizada" diante de resultados positivos anteriores e dos aumentos nas comparações com iguais períodos de ano anterior, já que houve expansão de 2,6% ante abril do ano passado e de 3% no primeiro quadrimestre. Sobre o recuo na folha de pagamento real da indústria em abril ante março, o economista do IBGE disse que o resultado também deve ser considerado um recuo pontual, já que ocorreu após aumento de 2,7% em março ante fevereiro. Segundo Macedo, tanto no caso do emprego quanto da folha real, os segmentos vinculados à produção de bens de capital e bens de consumo duráveis, que estão impulsionando a indústria, são os que apresentam maior contribuição positiva.Na comparação com abril de 2007, o aumento na ocupação industrial foi puxado especialmente por máquinas e equipamentos (12,2%), meios de transporte (11,3%, inclui automóveis) e máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicações (13,3%). No caso da folha, as principais contribuições positivas ante abril de 2007 foram dadas também por meios de transportes (12%) e máquinas e equipamentos (9,9%). Já no caso do emprego, as principais quedas em abril ante igual mês do ano passado ocorreram em calçados e artigos de couro (11,4%) e vestuário (4,5%). A folha de pagamento real também apresentou o pior resultado setorial em calçados e artigos de couro (7,4%). O IBGE não apresenta detalhamentos, por segmento, em relação a mês anterior.

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