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Emprego na indústria fica estável na passagem de janeiro para fevereiro

No acumulado de 2014, os postos de trabalho na indústria recuaram 2%; em 12 meses, houve queda de 1,3% no emprego na indústria

Daniela Amorim, da Agência Estado,

11 de abril de 2014 | 09h02

RIO - O emprego na indústria ficou estável (0,0%) na passagem de janeiro para fevereiro, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com fevereiro de 2013, o emprego industrial apontou uma queda de 2%.

No acumulado de 2014, os postos de trabalho na indústria recuaram também 2%. Em 12 meses, houve queda de 1,3% no emprego na indústria.

Parte do resultado se deve à desaceleração das vendas de automóveis. Com o corte de produção, montadoras já afirmam que terá demissões e férias coletivas.

Locais. Em fevereiro, a queda de 2% no emprego industrial em relação ao mesmo mês de 2013 foi consequência da retração nos postos de trabalho em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE).

São Paulo registrou um recuo de 3,1% nas vagas no período, resultando no maior impacto sobre o total nacional. O emprego na indústria local foi pressionado pela redução no pessoal ocupado em 12 das 18 atividades investigadas, com destaque para as indústrias de produtos de metal (-14,2%), máquinas e equipamentos (-8,2%), produtos têxteis (-9,4%), meios de transporte (-3,2%), calçados e couro (-12,5%), outros produtos da indústria de transformação (-6,2%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,7%) e minerais não metálicos (-4,7%).

Por outro lado, houve aumento no número de empregados em Pernambuco (2,0%) e Região Norte e Centro-Oeste (0,5%). Em Pernambuco, o aumento nas vagas foi puxado pelos setores de alimentos e bebidas (5,3%), produtos químicos (9,3%) e vestuário (4,7%). Já a Região Norte e Centro-Oeste verificou expansão em alimentos e bebidas (2,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (5,5%) e minerais não metálicos (3,6%).

Folha de pagamento. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 1,6% em fevereiro ante janeiro. Houve influência positiva da indústria de transformação (0,5%), enquanto o setor extrativo recuou 0,5%.

Na comparação com fevereiro de 2013, o valor da folha de pagamento real teve um crescimento de 2,5% em fevereiro deste ano, o segundo resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto. No acumulado do ano, a folha de pagamento aumentou 3,1%, e, em 12 meses, teve expansão de 1,6%.

O número de horas pagas, porém, ficou estável (0,0%) na passagem de janeiro para fevereiro. Em relação a fevereiro de 2013, o número de horas pagas aos empregados recuou 2,1%, a nona taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação. No acumulado do ano, o número de horas pagas na indústria caiu 2,1%, e, em 12 meses, houve redução de 1,3%.

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