Emprego na indústria paulista sobe 5,1% em 2007

Criação de 104 mil novos postos de trabalho no ano passado surpreende Fiesp, responsável pelos dados

Paula Puliti, da Agência Estado,

16 de janeiro de 2008 | 14h44

O nível de emprego da indústria paulista encerrou 2007 com alta de 5,01% em relação a 2006, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 16, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).   O desempenho, que significa 104 mil novos postos de trabalho, superou as expectativas da entidade. No início de 2007, a projeção era de que a criação de novos postos de trabalho cresceria no máximo 3%. Para se ter uma idéia da reviravolta, a indústria paulista encerrou 2006 com 2 mil postos a menos do que o total de 2005. Mas, no ano de 2007, em números absolutos, foram criados 104 mil novas vagas.   Do total de postos de trabalho gerados em 2007, o setor de açúcar e álcool respondeu por 20% ou 20,8 mil vagas criadas. Em termos percentuais, o setor de outros equipamentos de transporte (Embraer e produtos ferroviários) foi o que mais cresceu, 23,56%, seguido por máquinas e equipamentos, 11,98%.   Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa mensal de emprego da Fiesp, apenas três encerraram o ano com variação negativa: Artigos do vestuário e acessórios -1,05%, couros e artefatos de couro e calçados -4,44%, material eletrônico e equipamentos de comunicação -8,99%.   Dezembro   O desempenho do ano só não foi melhor por conta das demissões realizadas em dezembro, que registrou a maior queda do ano, de 3,39% (-0,94% com ajuste). No mês passado foram cortadas 76 mil vagas na indústria paulista, das quais 61,560 mil somente nas usinas de açúcar e álcool.   Segundo Paulo Francini, diretor de Pesquisas Econômicas da entidade, o número de cortes, que sazonalmente acontece mais em novembro e dezembro, concentrou-se no último mês do ano, o que explica a forte queda de -3,39% na margem.   De acordo com ele, a expectativa para 2008 é positiva, já que as boas notícias divulgadas em 2007 devem se manter neste ano. Segundo ele, a única ameaça são os fatos externos ligados à economia norte-americana. "Não há qualquer hipótese de algum país deixar de sentir o tremor da crise da maior economia do planeta", afirmou.

Mais conteúdo sobre:
EmpregoIndústria

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.