Emprego na indústria reduz expansão, mas acumula alta no ano

Emprego caiu 0,1% em agosto e reverte dois meses de crescimento; no ano, ocupação registra alta de 2,8%

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

10 Outubro 2008 | 09h44

O emprego industrial caiu 0,1% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou o IBGE nesta sexta-feira, 10. O resultado reverte dois meses de crescimento da ocupação nessa base de comparação. O índice de média móvel trimestral do emprego na indústria, considerado o principal indicador de tendência, mostra aumento de 0,4% no trimestre encerrado em agosto ante o terminado em julho. O emprego industrial acumula alta de 2,8% no ano e de 3,0% em 12 meses. Minas Gerais foi o Estado que mais puxou o índice, com expansão de 6,3% em agosto. Já Pernambuco teve recuo de 3,5%.   Na comparação com agosto do ano passado, o emprego cresceu 2,5%, completando uma seqüência de 26 taxas positivas nessa comparação. Nesse confronto, o número de trabalhadores cresceu em 12 dos 18 segmentos e em 12 dos 14 locais pesquisados.   Entre os setores, os maiores impactos positivos na média nacional em agosto ante agosto de 2007 foram dados por máquinas e equipamentos (10,6%); meios de transporte (8,4%); máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,7%) e produtos químicos (10,0%). Por local, as contribuições positivas mais relevantes vieram de São Paulo (2,8%), Minas Gerais (6,3%), Rio Grande do Sul (4,0%) e região Norte e Centro-Oeste (2,7%).   Em sentido contrário, ainda na comparação com agosto do ano passado, as regiões de Santa Catarina (-1,0%) e Pernambuco (-3,5%) exerceram as únicas pressões negativas entre as áreas, enquanto, setorialmente, no total do País, as atividades de vestuário (-5,6%), madeira (-10,5%), têxtil (-6,4%) e calçados e artigos de couro (-3,1%) foram os ramos com as principais influências negativas na formação da taxa global.   Salários   O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 0,5% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, revertendo três meses consecutivos de taxas positivas nessa base de comparação, segundo divulgou o IBGE. Apesar da queda ante mês anterior, o indicador de média móvel trimestral cresceu 0,4% no trimestre encerrado em agosto ante o terminado em julho.   Na comparação com agosto do ano passado, a folha da indústria aumentou 6,4% e manteve também resultados positivos no ano (6,6%) e em 12 meses (também 6,6%). Ante agosto do ano passado, o valor da folha de pagamento real subiu em 13 dos 14 locais pesquisados. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (8,0%), em grande parte, devido ao incremento salarial em produtos químicos (32,7%) e meios de transporte (7,3%). Em seguida, vieram Minas Gerais (12,1%) e Paraná (7,1%).   Setorialmente, ainda na comparação com agosto de 2007, a folha de pagamento real cresceu em 13 dos 18 segmentos investigados, sendo que os maiores impactos positivos foram dados por produtos químicos (17,6%), máquinas e equipamentos (11,7%) e meios de transporte (8,9%). Em sentido oposto, a atividade de calçados e artigos de couro (-13,6%) exerceu a pressão negativa mais relevante.

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