Emprego não recuperou perdas geradas pela crise, analisa Bram

Especialista avalia que mercado de trabalho ainda não consolidou uma tendência clara de recuperação

Lucinda Pinto, da Agência Estado,

18 de agosto de 2009 | 15h50

Os números do Caged, divulgados nesta terça-feira, 18, consolidam a ideia de que "o pior ficou para trás", mas mostram que ainda há muita ociosidade no mercado de trabalho. Essa é a avaliação da economista-chefe do Bradesco Asset Management, Ana Cristina Costa. Ela observa que a recuperação vista nos últimos meses não foi suficiente para "zerar" as perdas de vagas verificadas a partir de novembro do ano passado, quando a crise internacional começou a afetar o emprego.

 

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De novembro a julho, o Caged mostra que houve destruição líquida de 257.859 postos de trabalho, mesmo com o crescimento que começou a se verificar em fevereiro deste ano. "O mercado de trabalho ainda está fragilizado, porque continua operando abaixo da linha de tendência", afirma Ana Cristina.

 

Ela observa que, quando se olha a média móvel de 12 meses, fica mais claro que o mercado de trabalho ainda não consolidou uma tendência clara de recuperação. Até julho de 2009, a média móvel mostra saldo positivo de 59.869 vagas, resultado próximo ao verificado no período de 12 meses encerrados em julho de 2003 (58.082), ano em que o PIB no Brasil cresceu modesto 1,2%.

 

Até julho de 2008, a média móvel em 12 meses mostrou criação de 162.012 postos. "Os números de hoje (terça-feira) não mostram um cenário conclusivo a respeito do ritmo de crescimento. A única certeza que podemos ter é que o pior ficou para trás, mas ainda não está clara a velocidade da recuperação", afirma.

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