Fabio Motta/ Estadão
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Emprego nos supermercados tem melhor desempenho em cinco anos

No Estado de São Paulo, a geração líquida de 12.809 vagas voltou a crescer em 2019; Rio de Janeiro ficou na lanterna, com a criação de 1.871 postos

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2020 | 07h00

A geração de empregos no varejo de alimentos  atingiu em 2019 a maior marca em cinco anos. Entre contratações e demissões, foram abertas no País 57.740 vagas nos  supermercados, mais que o dobro do ano anterior. Em 2018, o saldo havia sido de 25.445 vagas. No Estado de São Paulo, a geração líquida voltou a crescer em 2019, atingindo 12.809 vagas. Também foi o melhor resultado desde 2014.

“O segundo semestre do ano passado foi muito bom para o emprego nos supermercados”, afirma o economista da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Thiago Berka. Ele usou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para fazer o levantamento.

A melhora do cenário econômico, com a queda dos  juros, aumento da oferta de crédito, recuperação da massa de salários e a liberação dos recursos extras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) levaram, na opinião do economista, à abertura de novas lojas e contratações.

Também os efeitos da reforma trabalhista, que reduziu o riscos de jurídicos para os empregadores sobre os contratos de trabalho, ajudou a ampliar as contratações no ano passado, acrescenta Berka.

São Paulo continuou na liderança entre os Estados que mais contrataram no ano passado. O Rio de Janeiro ficou na lanterna, com a menor geração líquida de vagas (1.871), comparativamente ao seu potencial econômico.

Juntos, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, abriram no ano passado 13.786 vagas no setor. Foi mais do que o Estado de São Paulo sozinho e mais que o dobro de Minas Gerais (6.132). Berka diz que esse desempenho é resultado da forte atividade ligada à exportação, que gera renda, consumo e emprego no mercado doméstico.

Bola da vez

No Estado de São Paulo, a região que chamou a atenção foi a de Sorocaba, com a geração líquida de 665 vagas, a segunda maior  depois da capital paulista (3.499). “Foram abertas quatro lojas importantes na região, que virou a bola da vez  pelo fato de ter uma população qualificada (em termos de renda).” Os números mostram que Sorocaba ultrapassou a região de Campinas, que era a mais ativa na geração de empregos até então, atrás apenas da capital paulista.

Quanto aos formatos de loja, os hipermercados e supermercados foram os que mais abriram vagas em 2019. Mas, no Estado de São Paulo, além de esse formato liderar o emprego, os mini mercados ganharam força e concentraram a maior abertura de vagas, depois dos hipermercados e supermercados. Em dezembro do ano passado, a geração de vagas em mini mercados no Estado de São Paulo foi positiva, observa Berka, lembrando que, em anos anteriores, esse era  um mês tradicionalmente de demissões.

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