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Emprego segue PIB e bate recorde

Criação de postos de trabalho é a maior da era pós-plano Real, diz Fiesp

Marcelo Rehder e Paula Puliti, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 00h00

O emprego na indústria confirma o vigor da economia brasileira mostrado pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. De janeiro a agosto, a indústria paulista criou 157 mil postos de trabalho. Esse resultado, de apenas oito meses, já supera o de qualquer ano no período pós-plano Real, iniciado em 1994, segundo levantamento divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).Em 2004, melhor ano para a indústria até agora, as empresas do setor haviam criado 144.487 empregos no Estado. Neste ano, o número de empregos criados pelo setor apresenta crescimento de 12,3% em relação ao registrado entre janeiro e agosto de 2004, quando foram abertas 139,7 mil vagas.Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, o emprego deve continuar a crescer em setembro e outubro. No entanto, perderá força em novembro e recuará forte em dezembro, dentro de um movimento sazonal já esperado.No mês passado, o saldo entre as contratações e as demissões correspondeu à abertura de 5 mil postos. A Poly Hidrometalúrgica, fabricante de metais sanitários, está entre as empresas que contrataram no mês passado. A Poly fez oito contratações no período, o que elevou seu quadro de funcionários para 78 pessoas.''''Recebemos mais de 40 cotações de construtoras nas últimas semanas'''', contou Denis Perez Martins, dono da empresa. ''''No ano passado, não passava de uma cotação por mês'''', compara.Para Francini, da Fiesp, é possível projetar, a partir dos dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que o crescimento do PIB de 2007 fique ao redor de 5,5%. O empresário avaliou, ainda, como saudável e surpreendente o fato de a indústria de transformação ter puxado o PIB do segundo trimestre.De acordo com o IBGE, o PIB industrial cresceu 6,8% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2006. ''''Esse dado foi surpresa'''', afirmou Francini, destacando o papel que a construção civil desempenhou na variação positiva do indicador. Segundo ele, esse setor da economia tem alta capacidade de disseminação por outras áreas.O empresário ponderou que a alta de 5,4% no PIB geral em relação ao mesmo trimestre de 2006 não trouxe surpresas. A Fiesp estimava o resultado em 5,5%. Francini destacou, ainda, que a demanda interna continuará puxando a indústria apoiada por massa salarial e oferta de crédito.Lembrou, porém, que os dados do segundo trimestre do ano passado não foram tão bons, e, por isso, a base de comparação era baixa, o que explica, em parte, os resultados positivos de 2007.''''Estamos felizes e contentes, porque a indústria de transformação está novamente puxando o PIB. Isso demonstra um crescimento saudável da atividade'''', apontou Francini.O empresário ressaltou, entretanto, que será mais difícil o PIB repetir o resultado do terceiro trimestre, justamente porque as bases de comparação serão superiores às do segundo trimestre.

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