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Emprego sobe e salário cai no setor de serviços, mostra IBGE

Número de pessoas ocupadas no setor cresce acima da massa salarial, pressionando salários pra baixo

Jacqueline Farid, Agência Estado

25 de julho de 2007 | 10h40

O salário do setor de serviços caiu entre os anos de 2000 e 2005. Segundo a Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média de rendimentos - calculada pela divisão da massa salarial do setor pelo número de pessoas ocupadas - caiu 3,81% no período.   Em salários mínimos, o rendimento do setor caiu 25,89%, de 3,9 salários mínimos em 2000 para 2,9 salários mínimos em 2005, enquanto o número de pessoas ocupadas aumentou 28,59% de 2000 para 2005.   Segundo explicam os técnicos do IBGE, o número de pessoas ocupadas cresceu acima da massa salarial, pressionando os salários médios para baixo. "A massa salarial não cresceu no mesmo ritmo da ocupação, há serviços que pagam pouco e empregam muito", afirmam os técnicos. De 2004 para 2005, o salário médio dos serviços tiveram queda real de 0,5%, enquanto o pessoal ocupado aumentou 9,4%.   A PAS investiga o setor de serviços apenas no que diz respeito às empresas não financeiras. Não são pesquisadas instituições financeiras, Organizações Não Governamentais (ONGs) ou a administração pública. De acordo com a pesquisa, o setor gerou R$ 450,1 bilhões em receita em 2005, com aumento real de 33,05% em relação a 2004. As 948.420 empresas do setor ocuparam 7.582 pessoas naquele ano.   Desconcentração   O setor de serviços repetiu a tendência que vem sendo observada em todos os segmentos produtivos e mostrou desconcentração regional entre 2000 e 2005. "Regionalmente, há tendência de desconcentração do Sudeste para as demais regiões", avaliam os técnicos da pesquisa.   A região Sudeste permaneceu concentrando os serviços, mas reduziu sua fatia no total do País. Em 2000, representava 68,4% da receita bruta de serviços no Brasil e, em 2005, essa participação caiu para 65,7%.   O maior ganho de fatia foi apurado na região Centro-Oeste, de 5,9% em 2000 para 6,8% em 2005. As demais regiões também elevaram as suas representações no total de serviços do País no período: Sul, de 13,8% para 14,6%; Norte de 2,5% para 2,8% e Nordeste, de 9,4% para 10,1%.   Apesar das mudanças regionais, a avaliação dos técnicos do IBGE é que o setor de serviços não apresentou mudanças estruturais significativas entre 2000 e 2005.   Aéreo   O Valor Adicionado (soma das riquezas produzidas) pelo setor de serviços de transporte aéreo caiu 26,3%, em termos reais, em 2005 em relação ao ano anterior. Segundo os técnicos do IBGE, a crise "em uma grande empresa aérea" (a Varig) foi o fator responsável pelo recuo.   Apesar da queda no Valor Adicionado, o setor aéreo mostrou aumento no número de ocupados de 2004 (32,8 mil pessoas) para 2005 (34,8 mil pessoas) e o número de empresas também cresceu, de 236 para 282.   Por outro lado, o aumento da violência fez com que o número de empresas do setor de serviços de investigação, segurança, vigilância e transporte de valores prosseguisse em trajetória de crescimento em 2005 (2.963 empresas) em relação ao ano anterior (2.213). O pessoal ocupado nesse segmento também cresceu, passando de 401,5 mil pessoas em 31 de dezembro de 2004 para 431,9 mil no final de 2005.

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