Empregos devem passar por mudanças com indústria 4.0

Empregos devem passar por mudanças com indústria 4.0

Futuro do mercado de trabalho é uma das principais preocupações que surgem com a quarta revolução industrial

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2018 | 05h00

Um dos grandes temores globais em relação à quarta revolução industrial é com o futuro do emprego. Há estudos, como o da consultoria americana McKinsey, que projetam perdas de mais de 50 milhões de empregos nos próximos anos.

É certo que haverá um impacto no mercado de trabalho, mas não acredito que vá resultar num contingente enorme de desempregados”, diz João Emílio Gonçalves, gerente executivo da CNI, para quem não há ainda dados suficientes para esse tipo de previsão.

Ele lembra que, nas revoluções anteriores, também houve especulações sobre a perda de empregos, mas o que ocorreu foi uma transformação das atividades. “Muitas desapareceram e foram substituídas por outras que exigem mais qualificação e menor esforço.”

Diante do desafio de renovação profissional, a filial brasileira da Udacity – organização educacional de cursos on line criada por empreendedores do Vale do Silício – oferece 23 cursos voltados à formação de mão de obra nas áreas de tecnologia de ponta.

Entre os cursos oferecidos estão os de realidade virtual, robótica, desenvolvimento de tecnologias de drones e engenharia de carros autônomos. “Iniciamos operações em 2016 e hoje temos 10 mil alunos”, informa Carlos Souza, diretor da Udacity para a América Latina.

Ainda neste semestre, a Udacity vai iniciar cursos de finanças ligadas às criptomoedas e, mais adiante, de cibersegurança. O grupo também abrirá unidades em outros países da região, começando com México e Colômbia.

Reciclagem. Para Jaqueline Weigel, da consultoria W Futurismo, “a perda real ocorrerá para quem não se reciclar”. A empresa desenvolve planos de inovação para empresas e oferece cursos e oficinas para executivos e funcionários.

“Todas as profissões precisam se reciclar, se repaginar e a educação é o desafio global que está mais atrasado”, afirma Jaqueline, para quem o governo e toda a sociedade precisam apoiar projetos nessas áreas. 

Ela também acredita que muitas indústrias vão desaparecer, mas outros tipos de indústria vão surgir.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.