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Empresa abre novas unidades e reduz custos

Fabricante de plásticos com sede no Paraná, a MVC baixou em 60% seus custos logísticos

CLEIDE SILVA e ANNA CAROLINA PAPP, O ESTADO DE S. PAULO

02 de janeiro de 2015 | 02h02

A MVC conseguiu reduzir seus custos logísticos em 60% ao abrir, nos últimos dois anos, três unidades em Maceió (AL), Camaçari (BA) e Itumbiara (GO), próximo à clientela da região. Fabricante de plásticos de engenharia com atuação nos mercados automotivo, de transporte, agronegócio, energia eólica e de construção civil, a empresa enviava diariamente lotes de peças de sua principal fábrica em São José dos Pinhais (PR)para essas regiões.

Gilmar Lima, diretor-geral da MVC, explica que o custo era alto pois, além do transporte em si, havia gastos com embalagens especiais para levar as peças sem danificá-las em razão da má qualidade das estradas, assaltos às cargas, necessidade de altos estoques e desperdício de peças.

Ao contrário de empresas que reduziram a produção em razão da crise, a MVC opera a todo vapor em suas oito unidades no País e, no neste ano, abrirá uma nova filial, desta vez na cidade de Sumaré (SP), também com a intenção de cortar custos com transporte.

"Nosso faturamento cresceu 150%, de R$ 272 milhões em 2013 para R$ 700 milhões este ano e contratamos 900 funcionários", informa Lima. O grupo emprega atualmente 1.650 funcionários.

A busca por redução de custos é constante, mas se intensificou neste ano, "que foi terrível para o segmento automotivo", diz o diretor-geral da fabricante de autopeças Federal Mogul, José Roberto Alves.

Com ações como a mudança no layout da linha de produção e ajustes no maquinário que resultaram em menores índices de refugo de peças na fábrica de freios em Sorocaba (SP) a empresa obteve economia de R$ 550 mil em 2014 em relação ao ano anterior. "Não chega a 1% do nosso faturamento, mas tende a crescer pois os processos de melhoria são contínuos", diz Alves.

A Federal Mogul também acabou com as horas extras dos 290 funcionários e não renovou os contratos temporários de 25 funcionários que venceram no início do ano passado.

Outra forma de reduzir custos é apostar fortemente em tecnologia. Ainda que exija um investimento inicial, pode aumentar a eficácia operacional de forma significativa. A empresa de celulose Eldorado, que cultiva 200 mil hectares de eucaliptos, conseguiu reduzir 15,3% do custo por hectare plantado ao ampliar a mecanização no processo produtivo. "Nós saímos de um patamar de 50% de atividades mecanizadas para 85%", diz Germano Vieira, diretor florestal da empresa. "Temos equipamentos motorizados que fazem o serviço completo: adubação aérea e plantio. A irrigação mecanizada, por exemplo, reduz o custo de R$ 340 por hectare para R$ 280", diz.

Segundo Vieira, a adaptação de alguns aparelhos utilizados na agricultura para a silvicultura pode custar até R$ 30 mil. "Mas vale a pena, pois você aumenta no mínimo nove, dez vezes a produtividade."

Uma das razões para a mecanização foi a dificuldade de encontrar mão de obra em Mato Grosso do Sul, o que levou a empresa a "importar" funcionários de Estados como Ceará e Bahia. Com a mecanização, houve redução de 20% da mão de obra por hectare. "Diminuímos a mão de obra, mas todo trabalho nosso é primarizado. Abrimos mão de terceirizar entendendo que, com uma boa gestão, vamos conseguir trabalhar melhor, já que temos um projeto bastante ousado de mecanização das nossas atividades."

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