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Empresa australiana quer investigar fabricação do Bindeez

Distribuidora do brinquedo, sob recall em três países, quer avaliar como substância tóxica foi parar em tinta

Associated Press,

09 de novembro de 2007 | 14h26

A Moose Enterprises, distribuidora australiana do Bindeez, alvo de recall no país por conter uma substância tóxica em sua tinta, afirmou nesta sexta-feira, 9, que está investigando como o ácido GHB, poderoso sedativo, foi parar nos brinquedos. Um bebê de 18 meses foi a mais recente vítima. Ele foi internado na noite de quinta-feira em um hospital de Newcastle, ao norte de Sydney, e se encontra em situação estável, mas grave. Ele engoliu as miçangas do brinquedo. Comerciantes do país já retiraram das prateleiras milhares de unidades do produto, que é vendido na Austrália com o mesmo nome do brinquedo brasileiro. Nos EUA, o Bindeez é registrado como Aqua Dots. O brinquedo permite criar vários desenhos, utilizando bolinhas de diversas cores que se colam quando entram em contato com água. Para criar o efeito de cola, leva normalmente uma camada de um produto químico, o 1,5-pentanediol. Mas, por razões ainda desconhecidas, outro produto, o 1,4-butanediol, foi utilizado. Ao ser ingerido, o elemento químico se transforma na substância conhecida como GBH, ou ácido gama-hidroxibutírico, uma droga de laboratório muito usada em festas por seus efeitos alucinógenos e com potencial letal - bastante utilizada para a prática do crime "Boa noite Cinderella".  Outras cinco crianças da Austrália e Nova Zelândia foram internadas neste mês pelo mesmo motivo. Na última quinta, o governo australiano proibiu a comercialização do Bindeez e alertou aos pais para que seus filhos não consumam as bolinhas do brinquedo. Nos Estados Unidos e no Canadá o brinquedo também foi alvo de recall. "É um produto extremamente venenoso e tem o potencial de matar. Pedimos aos pais que evitem que seus filhos tenham acesso a ele", disse a conselheira de Comércio do estado de Nova Gales do Sul, Linda Burney. Peter Mahon, um porta-voz da Moose Enterprises, afirmou que a companhia começou a investigar como foi possível a troca dos elementos. Ele explicou à Associated Press que os "ingredientes foram trocados em um ponto da fabricação sem o conhecimento da Moose". "O nosso principal esforço agora é fazer com que as pessoas não deixem as crianças brincarem com esses produtos."

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