Empresa britânica alerta para problemas do etanol no futuro

Em um encontro com jornalistas em Frankfurt, o economista Cristof Ruhl, da BP, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, disse que o acordo assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e George W. Bush, dos Estados Unidos, para produzir etanol ?faz sentido?, e que as barreiras tarifárias para o etanol ?deverão cair em todo o mundo.?Mas, segundo Ruhl, os países produtores vão precisar de ?uma área gigantesca? plantada com cana-de-açúcar (no caso do Brasil) ou com milho (no caso dos Estados Unidos) para suprir a demanda.Isso poderá afetar a produção de alimentos, o que, segundo Ruhl, já está acontecendo no México. ?Lá o preço do milho subiu muito porque é mais lucrativo vender o produto para a produção do etanol do que para o consumo humano.?Isso aumentou a inflação e ameaça até afetar a cotação do peso mexicano. ?Até agora, ninguém pensou nestas conseqüências?, critica Ruhl.O economista alemão que trabalha na central da BP em Londres viveu no Brasil na década de 90, quando trabalhava para o Banco Mundial.PrevisõesEle prevê que as pequenas usinas de cana-de-açúcar vão dar lugar a fábricas maiores e mais produtivas no País.Ruhl acha que as metas dos Estados Unidos de substituir de 5% a 7% da gasolina consumida por etanol são realistas e deverão ser atingidas nos próximos anos.Segundo dados da BP, o atual consumo de etanol como combustível equivale a somente 0,5% do volume mundial de petróleo consumido.

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