Empresa busca força para ampliar sua presença global

Rede líder na venda de óculos escuros na América da Sul, a marca criada por Caito Maia na década de 90 quer agora repetir o sucesso local nos Estados Unidos, mercado tido como estratégico para seus anseios globais. Atualmente, o negócio mantém sete pontos de venda naquele país - a última inauguração ocorreu neste mês em Hollywood.

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2012 | 02h12

Por lá, a operação é comandada por Gustavo Bernhoeft, cuja missão é chegar a 17 unidades em 2013. Bernhoeft é ex-presidente executivo da Luminosidade, empresa criada por Paulo Borges para a organização de eventos como a São Paulo Fashion Week.

Para impulsionar essa expansão, em setembro, a Chilli Beans acertou a venda de 29,82% da marca para a Gávea Investimentos. A negociação foi conduzida diretamente por Caito Maia e o fundador do fundo de venture capital, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga (a Gávea é controlada pelo JPMorgan). Os valores da operação não foram divulgados pelas partes envolvidas.

"O mercado hoje tem um problema. Existe, basicamente, uma única empresa que é dona das principais marcas. Tornaram o mercado totalmente bobo", diz Caito Maia sobre a italiana Luxottica, maior fabricante mundial de óculos de sol e detentora da Ray-Ban e Oakley. "Nós somos a única loja 'mono brand' de óculos escuro do mundo. E nós queremos nos aproveitar disso", destaca o empresário que, no Brasil, lançou 1,5 milhão de produtos no ano passado. Não à toa, comanda um negócio com 460 unidades franqueadas e faturamento de R$ 284 milhões.

Concorrência. São números expressivos, mas que sequer fazem sombra às cifras administradas pela Luxottica. No segundo semestre de 2012, a gigante estrangeira anunciou que investirá aproximadamente R$ 528,4 milhões em três anos para aumentar a produção no Brasil, Itália, China, Estados Unidos e Índia. A companhia, que também administra o licenciamento de marcas como Prada e Gucci, pretende primordialmente reduzir o tempo de entrega dos produtos.

O investimento, projeta a empresa, vai reduzir em 30% o período entre encomenda e entrega e em 20% o giro de estoque em dias, disse o grupo para seus investidores.

Entre 2009 e 2012, a Luxottica já reduziu em 44% o tempo para levar novos produtos ao mercado e em 43% o prazo para modelos de óculos já existentes chegarem às lojas. Melhorias na logística diminuíram os custos em até 12%. O CEO da companhia, Andrea Guerra, afirmou que a demanda no terceiro trimestre esteve em linha com os resultados do primeiro semestre.

Por isso, o executivo mostrou-se otimista quanto a 2012 apesar da crise global. Na primeira metade do ano, as vendas líquidas da Luxottica subiram 15,1%, para 3,7 bilhões de euros (cerca de R$ 6,34 bilhões), embora as vendas na Itália e Espanha tenham caído 4% no segundo trimestre.

Cenário

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