Empresa da fusão Varig-TAM terá novo dono, diz BNDES

O presidente do BNDES, Carlos Lessa, disse hoje que a "nova companhia do setor aéreo que vier a surgir no Brasil" não será mais controlada por seus antigos donos. "Queremos recuperar a empresa, não o empresário", afirmou, durante reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Lessa não citou especificamente a fusão entre Varig e TAM, mas afirmou que "a aviação brasileira não pode desaparecer".Ao ser perguntado sobre o andamento do processo de fusão entre as duas empresas, Lessa criticou a demora na entrega da documentação das companhias. "Estou ficando velho esperando as coisas", disse. "Estamos há mais de um mês esperando isso. O ministro (da Defesa, José) Viegas espera para hoje, mas eu estou esperando para ontem."Lessa disse que poucas vezes havia sido tão criticado por uma declaração como quando afirmou que o BNDES funcionaria como um hospital de empresas. No entanto, informou, o banco teve sucesso na recuperação da Aracruz Celulose, por exemplo. "Ela foi para a UTI do BNDES, depois foi privatizada e hoje suas ações estão entre os papéis mais valorizados na bolsa de Nova York", disse. Uma providência prévia à recuperação foi o afastamento dos antigos proprietários.

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