Empresa de Curitiba já faz adubo de cédula

O empresário Ângelo Pizzato assistia a uma reportagem na TV sobre o voo 1907 da Gol, que se chocou no ar com um jato Legacy e caiu no norte do Mato Grosso, quando apareceu uma cédula de R$ 50 em cima do avião 15 dias depois do acidente. Foi nesse momento que teve a ideia de usar o dinheiro velho em um composto para recuperar áreas degradadas.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2013 | 02h18

Ele procurou a regional do BC em Curitiba e fechou uma parceria com a instituição para receber o papel-moeda picotado das cédulas que saem de circulação. A Conspizza mistura o dinheiro com bitucas de cigarro, fibras de coco, toalhas usadas, entre outros resíduos, para fazer uma pasta que é lançada junto com adubos e sementes nos barrancos para uma "recuperação ambiental".

A regional do BC em Curitiba é a única das "filiais" da instituição que consegue dar um destino sustentável ao dinheiro velho. Por ano, são quase 164 milhões de cédulas velhas que, trituradas, servem para besuntar os barrancos de sementes. Entre os clientes da Conspizza estão Odebrecht, Petrobrás e Infraero. / M.R.A.

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