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Empresa de gás natural liquefeito é inaugurada no Brasil

A GasLocal, empresa constituída pela Petrobras e pela White Martins para transportar e vender o gás natural liquefeito (GNL) produzido na primeira planta de liquefação de gás natural do País, já firmou contratos de fornecimento com as concessionárias Gasmig (MG), Goiasgás (GO) e CEBgás (DF).A unidade, que inclui a planta de liquefação, recebeu investimentos da ordem de US$ 50 milhões e iniciou a fase operacional há duas semanas. Ela será operada pela White Martins a partir do gás boliviano entregue pela Petrobras. O gás é transformado em líquido e transportado em caminhões até os clientes, onde é regaseificado.De acordo com o presidente da White Martins, Domingos Bulus, o GNL deve custar entre 25% e 30% mais que o gás boliviano entregue via gasodutos. "Os preços variam de acordo com a distância e em razão do capital investido", afirmou, durante cerimônia de inauguração da planta de liquefação, em Paulínia, São Paulo, que também contou com a presença do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e do diretor de Gás e Energia da estatal, Ildo Sauer.A Petrobras detém 40% do capital da GasLocal, enquanto a White possui os demais 60%. A empresa tem capacidade para liquefazer 380 mil metros cúbicos de gás natural por dia, utilizando equipamentos com índice de nacionalização de 72%.De acordo com Sauer, a Petrobras já planeja ampliar a GasLocal. "Já estamos estudando duplicar a capacidade aqui em Paulínia, uma vez que o investimento não será tão grande quanto o inicial", afirmou. Ele lembrou ainda que o GNL pode ser estocado, servindo de alternativa para abastecer clientes que já contrataram o gás natural entregue pela Petrobras, dada a limitação atual de capacidade do GasBol, que é de 30 milhões de metros cúbicos por dia para o Brasil.Sauer comentou que a Petrobras também avalia a implantação de outras unidades de liquefação de gás natural, similares à de Paulínia, porém ainda não definiu prazos ou sócios. "A Petrobras estuda outras plantas, mas isso não está no planejamento estratégico. Tanto podemos fazer com a White Martins quanto com uma empresa alemã, que também demonstrou interesse no projeto."

Agencia Estado,

21 de agosto de 2006 | 16h55

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