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Empresa deixou de ser vista como inovadora

Recentemente, Bill Gates, fundador da Microsoft e hoje conselheiro de tecnologia da empresa, compartilhou o que disse ser sua bíblia de negócios. É o livro Business Adventures, lançado pelo jornalista John Brooks nos anos 60.

Camilo Rocha, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2014 | 02h02

Um capítulo destacado por Gates fala dos erros cometidos pela Xerox nos anos 70, que negligenciou inovações surgidas a partir de suas pesquisas porque estas se distanciavam do seu negócio principal, a fabricação de copiadoras.

Nos últimos dez anos, quem esteve no papel de não conseguir pensar fora da caixa, se tornando um dinossauro da tecnologia, foi justamente a Microsoft.

A empresa perdeu o trem da computação móvel. Quando entrou, não só veio atrasada, como penou para emplacar seus produtos. Sua linha de tablets Surface não vingou. Seu sistema para smartphones Windows Phone tem uma participação global minúscula quando comparada ao iOS, da Apple, e ao Android, do Google. Nos mercados onde mais tem adesão, o sistema não passa de 10% do total.

Mesmo onde tinha tradição, as coisas não são mais as mesmas. A atualização de seu sistema operacional Windows para PCs e laptops, o Windows 8, é menos querida até que o antiquado XP, a versão do sistema de 2001 recentemente deixada sem suporte pela empresa. Não à toa, o CEO Satya Nadella enfatizou a necessidade de a empresa voltar a ser "ágil" ao explicar as demissões. É um adjetivo que há muito tempo não se associa à Microsoft.

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